21 abril 2014

Milano, a cidade da arte, do design e da moda

 
 
 
Milano ou Milão é uma cidade encantadora, com uma rica herança cultural e artística. Seu passado fascinante é revelado por seus magníficos monumentos, palácios, museus e belas igrejas. Em cada esquina há um tesouro a descobrir em seus palácios nobres e pátios cheios de charme. Considerada como a Capital da Moda e do Design, em Milão são realizados os principais desfiles e eventos que conclamam o mundo fashion, sendo especialmente famosa por suas lojas, ateliers e residências de famosos estilistas.

Na paisagem despontam arranha-céus modernos, como o Pirellone e a Torre Velasca, que se misturam às torres medievais que testemunharam sua história através dos séculos. É uma das cidades mais importantes e influentes da Europa, concentrando a Bolsa de Valores Italiana e a sede de importantes empresas industriais, comerciais e financeiras. Atraídos pelas oportunidades, nela encontra-se pessoas provenientes de todo o mundo.  A metrópole é moderna, sempre apressada e muitas vezes caótica. 


 

 
 
Quadrilátero d'Oro: No centro de Milão quatro ruas formam o "Quadrilatero della Moda ou Quadrilátero d'Oro", que dita as atuais tendências da moda. Luxuosas grifes mundiais e mais caras do mundo são encontradas nesse quadrilátero exclusivo, onde as enormes vitrines despertam a cobiça de homens e mulheres, atraindo clientes de todo o mundo para os seus sofisticados restaurantes e elegantes boutique-cafés.
 
Fora do quadrilátero há sofisticadas lojas de departamentos e marcas populares. Em meados de janeiro e julho, alguns shoppings e lojas nos arredores de Milão fazem promoção de ponta de estoque de todas as marcas de famosos estilistas, que permitem ter a mesma sensação de luxo porém gastando menos. Vale a pena explorar os Outlets Fashion.
 

 
Catedral de Milão

Catedral de Milão: O ponto turístico mais visitado e símbolo de Milão é a famosa Catedral na Piazza del Duomo, que é a maior catedral da Itália e uma das maiores e mais belas catedrais góticas do mundo. Seu esplendor arquitetônico é notável em muitos aspectos. Foi construída desde 1386 e concluída em 1965, tornando-se uma obra fantástica que reflete apropriadamente a criatividade e a ambição da cidade.
 


Catedral de Milão
Catedral de Milão
 

A construção da catedral foi iniciada pela parte de trás e em toda a construção foi empregado o maravilhoso mármore Candoglia, que viajava através de um canal que chegava praticamente perto da obra. Para supervisionar a construção, o duque instituiu a Veneranda Fábrica do Duomo que ainda hoje é responsável pela conservação, manutenção e obras de restauração da catedral. É a única igreja do mundo proprietária de sua própria marmoraria.
 
No subterrâneo da catedral encontram-se vestígios da época romana e das antigas basílicas de Santa Tecla e de Santa Maria Maggiore que antes ocupavam o local. O início da construção foi apoiado pelo Duque Gian Galeazzo Visconti, que na época governava a cidade. Ele deu impulso à obra e ficou famoso na história por seus delírios de grandeza. Depois da morte do duque em 1402 as obras da catedral prosseguiram lentamente, até que entre o final dos anos 1400 e princípio de 1500 o interior foi completado e decorado.
 
 
Catedral de Milão

Catedral de Milão



Catedral de Milão / altar principal
 
Logo na entrada o portal esculpido chama atenção pelos finos detalhes. O interior da catedral é deslumbrante. Adornado com belíssimas obras de arte, imagens de santos, profetas e outros personagens bíblicos, do solo ao teto são 45 metros sustentado por 40 colunas que realçam seu esplendor.
 
O altar colossal é dedicado a San Giovanni Buono, que foi um bispo de Milão no século 7. Acima do altar pode-se notar uma luz vermelha, que marca um nicho onde está o Santo Prego da crucificação de Jesus. Segundo contam, o prego foi trazido do Extremo Oriente em 326 por Santa Helena, a mãe do Imperador Romano Constantino.
 
Em 1576 foi instituído um ritual depois que uma praga assolou a cidade, sendo o ritual mais importante da catedral. Uma vez por ano, durante a Festa da Exaltação da Santa Cruz em meados de setembro, o prego é retirado do nicho numa cerimônia realizada durante a missa, seguida por uma procissão nas ruas próximas. Por segurança o prego sempre é mantido no alto.
 
 
Catedral de Milão

Catedral de Milão / San Barolomeu
Catedral de Milão / Candelabro Tirvulziano
  
A penumbra do interior dá destaque aos belísimos vitrais que contam histórias de santos e profetas. Sarcófagos de famílias nobres milanesas enriquecem as várias capelas laterais. Dentre as imagens no interior destaca-se a famosa imagem de San Bartolomeu que morreu esfolado vivo e foi retratado segurando a própria pele como um manto e o evangelho nas mãos.
 
Destaca-se o Candelabro Trivulziano do século 12, uma incrível obra de bronze que traz na parte inferior, os doze signos do zodíaco, os vícios e as virtudes, cenas do Antigo Testamento e os Três Reis Magos. Interessante é uma linha de bronze no piso do lado oeste da catedral, que funciona como um relógio de sol quando os raios de luz percorrem com precisão os signos do zodíaco.
 
 
Lateral Catedral de Milão

pináculos da Catedral de Milão
vista do alto da Catedral de Milão
  
A fachada perolada foi construída no século 17 e adornada por 135 pináculos, 3200 imagens esculpidas e milhares de detalhes extravagantes. A parte externa foi completada com a cúpula no século 18, quando foi colocada a "Madoninna" em 1774. Apesar da construção ter demorado mais de 400 anos, os construtores foram obrigados a terminar a fachada em apenas 8 anos por ordem de Napoleão, que desejava a sua coroação como rei da Itália em 1813 na catedral. 
 
Através de uma escada no lado externo, tem-se acesso aos estreitos corredores que levam ao telhado de mármore que permite andar inteiramente sobre ele. Dalí tem-se uma bela vista panorâmica da cidade e uma visão mais detalhada das 180 esculturas que enfeitam cada pináculo e dos detalhes que mostram a dimensão exata da grandiosidade dessa construção. Também pode-se observar a famosa "La Madonnina", a imagem dourada de Santa Maria Nascente assentada sobre a torre principal.
 
 
Madoninna no alto da igreja

 
Segundo contam, na época da colocação da "Madoninna" na torre houve muita discussão em torno de sua instalação. Além do medo que ela pudesse atrair raios por ser de metal, também receiavam que a estrutura não suportasse seu peso e pudesse ruir. De longe a Madonnina parece pequena, porém ela tem 4 metros, pesa quase 900 quilos e está a 104 metros de altura. Desde a sua instalação em 1774 tornou-se um símbolo da cidade. Alguns anos depois foi instituída uma lei que nenhuma construção em Milão poderia ser mais alta que a Madoninna.
 
Na verdade, por trás dos sentimentos religiosos haviam segredos que escondiam problemas que poderiam afetar as estruturas da catedral e dos edifícios naquela área. A poucos metros da superfície havia um lençol freático que poderia exercer forte pressão nas camadas do subsolo. Muitos anos depois, quando foi construído o primeiro aranha-céu de Milão, embora ele estivesse longe da área foi obrigado a respeitar a tradição e colocar uma cópia da Madoninna no topo, que depois foi removida.


Palazzo Reale / Museo dela Reggia
Sala do Palazzo Reale / Museo dela Reggia
 
Palazzo Reale: Ao lado da catedral está o imponente Palazzo Reale que tem uma das mais belas arquiteturas de Milão. Durante a Idade Média o palácio foi a sede do governo de Milão e onde eram realizadas as recepções solenes, as nomeações e se desenrolava o cotidiano pomposo da corte. Na época existia um grande pátio que foi ocupado pela catedral.
 
Quando Milão passou para o domínio dos Habsburgo, Maria Teresa da Áustria promoveu uma significativa reforma na cidade tendo feito várias construções que hoje são o orgulho de Milão. O Palazzo Reale foi remodelado entre 1769/1778 para ser residência oficial dos regentes. Nele morou Maria Teresa da Áustria, Napoleão Bonaparte, Fernando I e foi a Casa de Savoia.
 
Napoleão conquistou a Lombardia em 1796 e pouco tempo depois foi coroado rei da Itália. Entre 1803 e 1807 o retratista oficial de Napoleão fez um afresco monumental monocromático na Sala das Cariátides para celebrar as vitórias do imperador. A partir dessa obra foram feitos outros afrescos de grandes dimensões no palácio. O mais elaborado foi na Sala do Trono.
 
 
Arengário / Museo del Novecento
Arengário / Museo del Novecento

Atualmente no Palazzo Reale funciona o Museo della Reggia, onde estão centenas de obras artísticas. Também é utilizado para mostras, exposições e atividades culturais. Durante o verão há exibições de filmes e concertos nos pátios do palácio. Ao lado estão dois prédios iguais revestidos em mármore Candoglia, que nos tempos antigos eram usados como escritórios municipais.
 
Depois de um projeto de renovação da cidade, entre 1936/1956 o Arengário tornou-se a sede do Museo Novecento, uma galeria que mantém em exposição obras artísticas de vanguarda da Itália. A fachada coberta de vidro cria um belo efeito, além de permitir uma esplendida visão da catedral.
 
Muitos monumentos antigos foram se perdendo com o tempo, porém mais devastador foi a Segunda Guerra Mundial quando a cidade foi duramente bombardeada.  Muito do que se vê hoje são construções que passaram por uma ampla restauração.
 
 
Igreja San Satiro
Igreja San Satiro
 
Igreja San Satiro / ilusão de ótica: Além da Catedral há dezenas de igrejas na cidade. Cada uma tem uma beleza singular que a distingue e algumas guardam detalhes curiosos. Próximo ao Palazzo Reale está a Igreja de Santa Maria e Capela San Satiro, que é uma das igrejas mais antigas de Milão. 
 
Atualmente ela encontra-se espremida e cercada por altos prédios perto da catedral e quase passa desapercebida pelos olhares menos atentos. Entretanto essa igreja tem um interior deslumbrante e uma curiosidade interessante, que é uma joia da arquitetura da arte.
 
Construída originalmente em 879, quando os arquitetos começaram a reconstruir a igreja em 1480 eles enfrentaram um problema de espaço, pois a igreja ficava em meio a uma área ocupada por fabricantes de armas, ourives e outros trabalhadores medievais.
 
Sem o espaço para construir a abside, Bramante teve uma ideia brilhante. Ele criou um afresco atrás do altar que produz uma ilusão de ótica. Quem olha de frente para o altar tem uma falsa sensação de profundidade, pois na verdade tanto o afresco quando os três compartimentos do altar foram pintados numa parede reta.


Palazzo Giureconsulti / Torre del Comune
Antigo Palazzo della Regione


Centro medieval: Saindo da Piazza del Duomo chega-se à Piazza Mercanti ou Praça dos Mercadores, que na época medieval era o centro administrativo e comercial da cidade. Criada em meados do século 13, na época haviam seis entradas para a praça sendo cada uma dedicada a um tipo de atividade. Quase todo o movimento da cidade girava em torno da praça, como a prefeitura, a corte, a prisão, os cartórios etc.
 
De um lado, o Palazzo Giureconsulti construído em 1561 tem em destaque uma torre central que já existia desde 1272. É conhecida como Torre del Comune, tendo a imagem de San'Ambrogio, que desde aquela época é o padroeiro da cidade.
 
O centro da praça é marcado pelo antigo Palazzo della Regione construído em 1233. Na parte de cima funcionava os tribunais e embaixo na parte aberta funcionava um mercado. Em um nicho é retratado Oldrado da Tresseno, que na época era um magistrado de Milão e exigiu esse destaque para alimentar sua vaidade.

 
Palazzo delle Scuole Palatine
Loggia degli Osii
Piazza Mercanti
 
Interessante é Loggia degli Osii, que foi encomendada pelo Duque Matteo Visconti em 1316 para ser o local de notários e juízes. Construído com uma varanda, na fachada do palácio destaca-se a "parlera", de onde as autoridades da época pronunciavam seus discursos e as sentenças dos julgamentos.
 
Ao lado está o Palazzo delle Scuole Palatine que foi construído em 1645 e a Casa dei Panigarola, um belo prédio com com arcos em estilo gótico e onde eram redigidos os decretos.  Em frente à loggia há um poço onde foi encontrada uma pedra chamada "Pietra dei Falliti" ou "Pedra dos falidos". Na época esse local era usado para expor nuas as pessoas culpadas de falência e penitência pelo não pagamento de impostos.


Pinacoteca Ambrosiana

Pinacoteca Ambrosiana
 

Pinacoteca Ambrosiana: Nas proximidades da Piazza Mercanti está a famosa e histórica Pinacoteca Ambrosiana, que mantém uma extensa biblioteca de obras recolhidas em diversas partes do mundo. São mais de 15.000 manuscritos e 30.000 livros, alguns muito raros como a "Ilíada de Homero".
 
Desde 1585 o Cardeal Carlo Borromeo imaginou criar uma biblioteca em Milão que servisse para estudos teológicos. A biblioteca foi construída em 1603, incluindo um espaço para fotos e uma pinacoteca, para a qual ele doou sua coleção particular. Dentre as obras expostas é possível admirar pinturas extraordinárias de Caravaggio, Ticiano, Botticelli, Rafael e Leonardo da Vinci.


Igreja Sant Ambrogio

 
Sant'Ambrogio ou Santo Ambrósio é o padroeiro de Milão por ter sido o primeiro bispo da cidade, sendo celebrado todos os anos em 07 de dezembro. A Basílica de Sant'Ambrogio é considerada a segunda mais importante de Milão por ser um monumento que representa o início do cristianismo.
 
Foi construída por ordem do bispo entre os anos de 379 a 386 sobre o antigo cemitério dos cristãos martirizados durante as perseguições romanas. Na época era chamada de Basílica Martyrum ou Basílica dos Martires, passando a ter o nome de Basílica de Sant'Ambrogio depois da morte do bispo e onde estão seus restos mortais.
 
Do lado de fora tem-se a impressão de ser uma igreja enorme, mas na verdade no vão interno há um grande pátio descoberto que é ladeado por varandas. A aparência atual da basílica deve-se a acréscimos e reformas realizadas a partir do ano 1000. Ao lado da basílica há uma coluna romana que tem dois furos, sendo conhecida como a "Coluna do Diabo".
 
Segundo lendas, essa coluna testemunhou a luta de San'Ambrogio com o Diabo e quem coloca o ouvido junto da coluna pode ouvir os sons do inferno. Diz a tradição que os furos na coluna foram feitos pelos chifres do malvado quando tentava atacar o santo, mas na verdade essa coluna foi um marco na coroação dos imperadores, que deviam abraçar a coluna e fazer o juramento.



Igreja Sant Ambrogio
 

Santo Ambrósio foi o criador dos ritos ambrosianos, que é adotado pelos milaneses. Eles fazem parte da igreja católica, porém com algumas diferenças. Uma delas diz respeito ao carnaval e à quaresma. Pela tradição católica, o último dia de carnaval na terça-feira era chamado de "terça-feira gorda" porque nesse dia as pessoas se empanturravam antes do início do jejum da quaresma.

Entretanto a quaresma ambrosiana começa quatro dias depois da romana, ou seja, o carnaval em Milão só começa na terça-feira e termina no sábado seguinte, chamado de Sabato Grasso ou Sábado Gordo.  Segundo a tradição, essa mudança teve origem na antiguidade quando Sant'Ambrogio estava numa peregrinação. Os milaneses esperavam por ele para celebrar a quarta-feira de cinzas, mas por ele ter demorado a chegar a celebração foi adiada até seu retorno.

A partir daquela época, tanto o carnaval quanto a quaresma passaram a acontecer em dias diferentes da tradição. Atualmente o carnaval ambrosiano consiste de alguns desfiles e apresentações na Piazza del Duomo, quando as pessoas usam máscaras e curtem o carnaval. O melhor de tudo é que o carnaval é gratuito e não se paga para divertir. 
 
 Meneghino: Na antiguidade a festa de carnaval era tão apreciada em Milão, que se fazia desfiles de rua com trajes muito ricos. O auge foi em meados dos anos 1600,  época que surgiu o personagem carnavalesco Meneghino criado por um autor de comédias teatrais. Seu nome deriva do diminutivo de Domenico e representava os empregados domésticos que eram contratados apenas para acompanhar os nobres aos domingos.
 
O Meneghino geralmente é representado por um personagem que usa casaco longo, chapéu de três pontas, peruca com rabo de cavalo, calça curta, sapatos com fivelas e meias listradas de vermelho/branco. Ao contrário de outros personagens da comédia da arte, ele não usa máscara. Assim foi relacionado à sinceridade, diligência e generosidade. Dizem que é por isso que os milaneses são chamados de Meneghini. 


Galleria Vittorio Emanuele
 
 
 

 
Galleria Vittorio Emanuele: Na Piazza del Duomo está uma das joias de Milão, a Galleria Vittorio Emanuele II que é uma das mais belas da Europa. Chamada de "il salotto di Milano", lojas, cafés e restaurantes ganham um brilho especial através dos reflexos da cúpula de vidro. Decorada com afrescos e muitos detalhes nas paredes, a galeria mistura a antiga arquitetura com a elegância das griffes famosas que ocupam suas lojas. Nela encontra-se ainda algumas lojas e restaurantes mais antigos de Milão, sendo considerada como o shopping mais antigo do mundo. 
 
Sua forma em cruz faz a conexão entre a Piazza Del Duomo com a Piazza della Scala e o nome de Vittorio Emanuele II foi uma homenagem ao primeiro rei da Itália. O projeto e construção foi realizado entre 1865/1877 pelo arquiteto Giuseppe Mengoni, que morreu ao cair da cúpula da galeria enquanto fazia uma inspeção quase no final da construção. Segundo rumores, na verdade ele teria suicidado devido às criticas e por sentir-se decepcionado devido ao fato do rei Vittorio Emanuele II não ter ido conhecer sua obra. O que ele não sabia era que o rei estaria muito doente e que faleceria 10 dias depois desse episódio.
 
Uma curiosidade da galeria está no piso, onde existem quatro mosaicos que representam o brasão das cidades que já foram capitais do reino da Itália: Roma, Milão, Florença e Turim. Segundo uma lenda, quem pisar com o calcanhar direito e dar três giros sobre a genitália do touro do brasão de Turim terá grande sorte. Originalmente essa tradição era feita em 31 de dezembro para trazer sorte para o ano seguinte, porém a superstição passou a ser tão acreditada que turistas fazem até fila para pisar no touro, afinal, nunca é demais fazer algo pela sorte, não é?
 
 
Piazza dela Scalla / Monumento Leonardo da Vinci
Igreja San Fedele / Monumento A. Manzoni  

Palazzo Omenoni
 
Piazza dela Scala: Uma das saídas da galeria dá acesso à Piazza della Scala, que tem em destaque o monumento dedicado a Leonardo da Vinci. Originalmente a escultura de mármore teria sido feita em 1856 para ser colocada em outro local, mas devido à beleza e perfeição da obra resolveram colocá-la na praça. Na verdade, a colocação do monumento na praça visava marcar a unificação da Itália que ocorreria em 1860.
 
A Piazza della Scala é rodeada pelo Palazzo da Banca Commerciale Italiana, Palazzo Marino e pelo Teatro Scala, mas nem sempre foi assim. Quando foram construídos, o Palazzo Marino e o Teatro Scala tinham suas entradas voltadas para a parte posterior dos prédios. No século 19 as autoridades resolveram renovar os prédios e transferir a porta da frente dos prédios para formar a praça.
 
Atrás do Palazzo Marino está a Piazza San Fedele e a Igreja San Fedele que em algumas épocas realiza concertos gratuitos. O meio da praça é marcado pelo monumento dedicado ao poeta e escritor Alessandro Manzoni. Nas imediações da praça está a Casa degli Omenoni, que é famosa pelos oito "telamons" ou grandes homens esculpidos em sua fachada. Construída em torno de 1565, a casa pertenceu ao escultor Leone Leoni.


Teatro Scala
Teatro Scala

Teatro Scala


Teatro Scala: Dentre os diversos teatros da cidade, o Teatro alla Scala é o mais famoso e considerado uma das mais antigas casas de ópera do mundo. Foi consagrado devido aos grandes artistas que ali se apresentaram, tendo sua história entrelaçada por muitas lendas e histórias de amor. 
 
O grande hall de entrada em mármore branco é decorado com espelhos, lustres e frisos neoclássicos. O palco tem capacidade para até 800 atores atuarem ao mesmo tempo a platéia se acomoda em quatro níveis do grandioso salão em forma de "U". Desde 1923 tem destaque no teto um fabuloso lustre que contém 365 lâmpadas, cada uma representando um dia do ano.
 
O Teatro alla Scalla substituiu o antigo Teatro Regio Ducale que tinha sido destruído por um incêndio. Sua construção teve início a pedido da Imperatriz Maria Teresa da Áustria, que celebrou a inauguração em 1778 com a apresentação de uma famosa ópera que reuniu a nata da aristocracia. Após sua inauguração, o teatro tornou-se ponto de encontro de nobres e pessoas ricas de Milão. Os menos ricos  assistiam as performances das varandas ao lado.
 
Na época, por ser iluminado na época por lamparinas a óleo, centenas de baldes de água permaneciam em várias partes para o caso de acontecer um incêndio. Porém a maior destruição ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o teatro foi danificado e teve de passar por uma grande restauração. A reabertura do teatro foi contemplada com um memorável concerto de Toscanini em 1946. Recentemente o teatro foi renovado em sua estrutura e acústica.
 
 
Museu do Teatro Scala
Musoléu de Giuseppe Verdi

 
O Museo Teatrale Scalla é acessível a partir do hall de entrada do teatro e contém um acervo de pinturas, estátuas, documentos, fotos, cenários e além de inúmeras roupas utilizadas em diferentes épocas de apresentações, havendo uma seção inteiramente dedicada a Giuseppe Verdi.
 
Verdi era nascido perto de Parma mas adotou Milão como sua cidade. Residiu no Grande Hotel na Via Manzoni, que ainda hoje preserva a suíte onde ele morreu em 1901. Milhares de pessoas seguiram seu funeral. Seus restos mortais repousam na casa construída por ele e que hoje está ocupada pela Fondazione Verdi.
 
 
Ferrari Store

Igreja San Babila
Igreja Santa Maria dela Passione
Igreja Santa Maria dela Passione
 
Corso Vittorio Emanuele: Seguindo da Piazza Scala até o Corso Vittório Emanuele encontra-se um dos lugares mais movimentados de Milão. É onde estão as grandes lojas de departamentos, sendo possível passear pelas galerias cobertas e ver as vitrines protegido do sol, da chuva ou da neve. Nas imediações está o famoso Palazzo Liberty, a Ferrari Store e outros grandes magazines
 
Ao final do Corso Vittório Emanuele chega-se à praça onde está a antiga Igreja de San Babila. Segundo consta, a basílica teria sido construída originalmente no século 11 sobre um templo pagão dedicado a Apolo junto às muralhas da antiga cidade. Depois de diversas intervenções, numa época esteve sob o risco de ser demolida.

Felizmente em 1880 um arquiteto se propôs a restaurá-la dando-lhe o seu aspecto original. No interior da igreja há lindos afrescos e um orgão barroco de tubos. Em frente à igreja há um pilar com um leão de mármore. Segundo lendas, o leão que é um símbolo de Veneza teria sido roubado dos venezianos na antiguidade.
 
Igualmente bela é a Igreja de Santa Maria della Passione, que se distingue por sua bela abóbada e rico interior.  É uma das maiores igrejas de Milão, tendo sido iniciada em 1486 e ampliada em 1573. A fachada só foi concluída no final do século 17, contendo esculturas e relevos inspirados nos episódios da Paixão de Cristo. A cúpula da igreja é enorme e seu interior contém belíssimas obras da paixão de cristo distribuídas em seis capelas.   
 
 
Corso Venezia
Palazzo Castiglione
Palazzo Serbelloni
Palazzo Saporiti

Corso Venezia: Milão tem belos palácios espalhados por toda a cidade, mas alguns chamam mais atenção. Antigamente existia uma área de caça que ia desde a Piazza San Babila até a Porta Venezia. Quando a cidade prosperou durante o reinado de Maria Teresa da Áustria, as classes altas começaram a construir grandes palácios no Corso Venezia. Na época essa rua era conhecida como Corso di Porta Orientale, que era uma das portas de acesso através da muralha da cidade.

Atualmente o Corso Venezia é uma das mais prestigiadas ruas de Milão. Margeada por imponentes palácios em diversos estilos arquitetônicos, nesse endereço há muitas lojas de luxo.  Entre os muitos palácios do Corso Venezia tem destaque a antiga Casa Fontana-Silvestri do século 12, que é a construção mais antiga da região.
 
Ao longo da avenida pode-se apreciar o Palazzo Serbelloni do século 15 que é um dos maiores do Corso Venezia,  o Seminário Arcivescovile de 1565,  o Palazzo Castiglione de 1904 e o Palazzo Rocca-Saporiti de 1812, que tem acima estátuas que retratam a "Dii Consentes" ou as doze divindades romanas mais importantes. 
 
 
Planetário
Museu de História Natural
Museu de História Natural


 
Giardini Publici: No Corso Venezia está o Giardini Pubblici, que é o maior parque público de Milão. Os jardins foram criados em 1786 quando se juntou aos pomares que pertenciam a dois mosteiros, sendo um local agradável e decorado com muitos monumentos de famosas figuras de Milão.
 
A extensa área engloba o planetário e o Museu de História Natural que tem um extenso acervo com inúmeros fosseis e minerais. A exposição impressiona pela extremo realismo das exposições. Esqueletos de dinossauros, animais empalhados estão cuidadosamente colocados numa reprodução de seu habitat natural.
 
 
Palazzo Dugnani / Museu do Cinema
Villa Reale / Galeria de Arte Moderna

 
No parque também está o imponente Palazzo Dugnani, que é um dos mais belos de Milão. Foi construído no século 17 para ser uma residência, tendo à sua frente uma série de canteiros em torno de uma lagoa central e fonte. Já hospedou personagens ilustres e hoje hospeda o Museu do Cinema.
 
Em frente ao Giardini Pubblici está a majestosa Villa Reale, que é uma das construções mais importantes de Milão. Construída em torno do ano 1790, cercada de jardins planejados e decorada com afrescos, candelabros e esculturas, esse local foi a residência de Napoleão e Josefina em 1802. Nesse local está a Galeria de Arte Moderna, que reúne uma coleção de pinturas do século 19 de diversos estilos e outras obras de arte. 
 
 
Casa Galimberti
estação central entrada
estação central (zodíaco)
estação central
  

Estação Central: Próximo à Porta Venezia está a famosa Casa Galimberti, que tem uma bela decoração na fachada feita de cerâmica pintada a fogo entre outros detalhes. Nessa região também está a Estação Central na Piazza Duca d'Aosta, de onde chegam e partem trens para outras cidades da Itália e cidades europeias e os ônibus que fazem a conexão com o Aeroporto Internacional de Malpensa, que fica a uns 50 km da cidade.

A estação parece mais um grande shopping: limpa, organizada, cheia de lojas e cafés. Impressionante são os detalhes das esculturas da estação, que misturam símbolos artísticos, deuses gregos e símbolos zodiacais. E como não poderia deixar de ser, o deus Hermes no hall de entrada protege os viajantes. Mas a melhor viagem em Milão é a viagem no tempo.

 

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.