Mostrando postagens com marcador VISÃO GERAL: Imigração e lingua italiana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VISÃO GERAL: Imigração e lingua italiana. Mostrar todas as postagens

15 dezembro 2010

Imigração e lingua italiana




A Itália tem cerca de 60 milhões de habitantes, com muitos imigrantes. As cidades mais populosas são Milão, Roma, Nápoles, Torino e Palermo. Depois da unificação italiana em 1861, o feudalismo que controlava por séculos as terras do país entrou em decadência e muitos italianos passaram por severas situações de pobreza.

O norte foi o primeiro afetado e um número significativo de italianos do norte foram em busca de novas terras, principalmente em direção ao Brasil e Argentina. Anos mais tarde, também a região sul sentia os efeitos da mudança política na agricultura e um número maior ainda de italianos seguiu para o Estados Unidos. Em 1913 quando quase 1 milhão de pessoas tinham deixado o país, a Itália precisava da população para reconstruir o país e assim o regime facista restringiu a emigração na década de 1920.

Depois da 2a. Guerra Mundial, a Itália passou a receber imigrantes vindos de toda parte do mundo, por isso se vê nas ruas das cidades mais movimentadas, por exemplo em Milão, pessoas de todas as origens. A maior parte de estrangeiros na Itália são europeus; mas se vê também muitos africanos e romenos. Poucos são da Ásia ou da América Latina.

O idioma oficial é o italiano, uma lingua derivada do dialeto da Toscana. A língua italiana atual deriva em grande parte do latim vulgar. Existiam dois tipos de latim falados até à idade média: o latim clássico falado pelos romanos mais cultos e influentes ou pelos moradores da área original de Roma, que era mais complexo; e o latim vulgar, que era falado pelos soldados e pelos povos dominados pelos romanos. Como os soldados permaneciam por longo tempo em alguns locais e eram encarregados de impor a lingua latina aos colonos, a variante do latim vulgar se tornou mais falada no Império Romano. Foi a mistura dos dialetos locais com o latim que deram origem às linguas: português, espanhol, francês, romeno e um pouco do inglês.

Com a queda do Império romano do Ocidente e com a dispersão dos romanos, preservou-se apenas o latim vulgar durante a Idade Média, que permaneceu como lingua oficial do Vaticano até os dias de hoje e em algumas regiões. A Igreja católica exercia grande poder naquela época o que ajudou a preservar o idioma.

No século 19, com a unificação da Itália, se promulgou o italiano como língua oficial, que tem origem no dialeto falado na Toscana. Como a Itália era antes dividida em diversos reinos, com linguas e dialeto
s próprios, diversos dialetos prevaleciam na Itália. Mas ainda na Itália é comum a comunicação em dialetos que são incompreensíveis mesmo para regiões próximas. A tecnologia como a televisão e outros meios de comunicação ajudaram a difundir a lingua italiana. Com a imigração italiana, o idioma se difundiu no mundo.

Existem inúmeros dialetos em cada região, como o sardo na Sardegna, o napolitano na Campania, o piemontês no Piedmonte, o siciliano na Sicilia, o calabrês na calábria, o esloveno em Trieste, o alemão e o ladino em Bolzano e tantos outros. Nem mesmo os italianos entendem o dialeto de outros italianos. Muitas regiões bem próximas tem seu próprio dialeto, m
as normalmente fala-se o dialeto apenas entre amigos íntimos e familiares.

E quem pensa que na Itália todo mundo s
egue a religião católica, descobre que menos da metade da população frequenta as igrejas, pois existem muitos gregos e cristãos ortodoxos, evangélicos, testemunhas de jeová, muçulmanos, budistas, hindus, além da antiga comunidade judaica. Nota-se ainda uma grande tendência esotérica em algumas regiões.



Related Posts with Thumbnails

Seguidores

Related Posts with Thumbnails

Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.