A Itália tem cerca de 60 milhões de habitantes, com muitos imigrantes. As cidades mais populosas são Milão, Roma, Nápoles, Torino e Palermo. Depois da unificação italiana em 1861, o feudalismo que controlava por séculos as terras do país entrou em decadência e muitos italianos passaram por severas situações de pobreza.
O norte foi o primeiro afetado e um número significativo de italianos do norte foram em busca de novas terras, principalmente em direção ao Brasil e Argentina. Anos mais tarde, também a região sul sentia os efeitos da mudança política na agricultura e um número maior ainda de italianos seguiu para o Estados Unidos. Em 1913 quando quase 1 milhão de pessoas tinham deixado o país, a Itália precisava da população para reconstruir o país e assim o regime facista restringiu a emigração na década de 1920.
Depois da 2a. Guerra Mundial, a Itália passou a receber imigrantes vindos de toda parte do mundo, por isso se vê nas ruas das cidades mais movimentadas, por exemplo em Milão, pessoas de todas as origens. A maior parte de estrangeiros na Itália são europeus; mas se vê também muitos africanos e romenos. Poucos são da Ásia ou da América Latina.
O idioma oficial é o italiano, uma lingua derivada do dialeto da Toscana. A língua italiana atual deriva em grande parte do latim vulgar. Existiam dois tipos de latim falados até à idade média: o latim clássico falado pelos romanos mais cultos e influentes ou pelos moradores da área original de Roma, que era mais complexo; e o latim vulgar, que era falado pelos soldados e pelos povos dominados pelos romanos. Como os soldados permaneciam por longo tempo em alguns locais e eram encarregados de impor a lingua latina aos colonos, a variante do latim vulgar se tornou mais falada no Império Romano. Foi a mistura dos dialetos locais com o latim que deram origem às linguas: português, espanhol, francês, romeno e um pouco do inglês.
Com a queda do Império romano do Ocidente e com a dispersão dos romanos, preservou-se apenas o latim vulgar durante a Idade Média, que permaneceu como lingua oficial do Vaticano até os dias de hoje e em algumas regiões. A Igreja católica exercia grande poder naquela época o que ajudou a preservar o idioma.
No século 19, com a unificação da Itália, se promulgou o italiano como língua oficial, que tem origem no dialeto falado na Toscana. Como a Itália era antes dividida em diversos reinos, com linguas e dialetos próprios, diversos dialetos prevaleciam na Itália. Mas ainda na Itália é comum a comunicação em dialetos que são incompreensíveis mesmo para regiões próximas. A tecnologia como a televisão e outros meios de comunicação ajudaram a difundir a lingua italiana. Com a imigração italiana, o idioma se difundiu no mundo.
Existem inúmeros dialetos em cada região, como o sardo na Sardegna, o napolitano na Campania, o piemontês no Piedmonte, o siciliano na Sicilia, o calabrês na calábria, o esloveno em Trieste, o alemão e o ladino em Bolzano e tantos outros. Nem mesmo os italianos entendem o dialeto de outros italianos. Muitas regiões bem próximas tem seu próprio dialeto, mas normalmente fala-se o dialeto apenas entre amigos íntimos e familiares.
E quem pensa que na Itália todo mundo segue a religião católica, descobre que menos da metade da população frequenta as igrejas, pois existem muitos gregos e cristãos ortodoxos, evangélicos, testemunhas de jeová, muçulmanos, budistas, hindus, além da antiga comunidade judaica. Nota-se ainda uma grande tendência esotérica em algumas regiões.
