11 agosto 2017

Firenze 1 - Berço do Renascimento




Firenze é uma das cidades mais belas e fascinantes do mundo. Considerada como o berço da Renascença Italiana e famosa por sua magnífica arquitetura, a cidade é recheada de imponentes palácios e praças aristocráticas.

Situada às margens do Rio Arno no coração da Toscana, seu passado está ligado à explosão artística do renascimento cultural na Europa, tendo sido transformada em uma das principais capitais artísticas do mundo.

Em Firenze viveram ícones como Botticelli, Donatello, Michelangelo, Dante Alleghieri, Leonardo da Vinci e outros grandes gênios das artes e ciências. É também onde está a metade do acervo artístico de toda a Itália.




Caminhar pelas ruas e admirar seus palácios significa passar por caminhos percorridos por nobres e grandes mestres da arquitetura e das artes, que transformaram Firenze em Patrimônio da Humanidade. Duas das galerias mais concorridas do mundo, a Galleria dell'Uffizi e Galleria dell'Accademia estão em Firenze, deixando os visitantes perplexos com as melhores criações dos grandes gênios do passado.

Aliás, Firenze é um museu a céu aberto, o que só se tornou possível devido à família Medici, que governou a cidade entre 1389/1737. Além de serem grandes colecionadores de obras de arte, também foram generosos patrocinadores de grandes mestres, artistas, pintores, escultores e arquitetos que viviam em Firenze.



Família Medici / Grãos Duque da Toscana

Na Idade Média Firenze era um fortíssimo centro comercial, tendo ampliado sua riqueza e poder a partir de um inovador e influente setor bancário. Foi nesse ambiente que a família Medici, formada por uma dinastia de banqueiros, chegou ao poder econômico no final da Idade Média e transformou a cidade no coração cultural e intelectual da Europa.

Provenientes de Mugello, embora fossem pessoas comuns e não nobres, os Medicis se comportavam como se fossem monarcas. Conta-se que a Casa dei Medici foi uma das famílias mais ricas da Europa, graças à astúcia do banqueiro Giovanni Bicci di Médici, que viveu entre 1360–1429 e acumulou uma grande fortuna.

Seus dois filhos deram prosseguimento à Dinastia Medici, que teve sua história marcada por paixões, traições, mistérios, crimes e poder; um perfeito enredo cinematográfico. Com a morte de Gian Gastone de Médici em 1737, último herdeiro da família que não tinha filhos, o governo da cidade foi entregue para a Casa Lorena-Habsburgo, dinastia da qual fazia parte Dona Leopoldina, a primeira imperatriz do Brasil.


Retratos dos Medicis no Corredor Vasariano
Maria Luisa Medici:

Coube a Maria Luisa de Medici entregar os palácios governamentais para a família Lorena-Habsburgo. Porém, para evitar que as obras artísticas se dispersassem durante o novo governo, ela usou dos argumentos da lei e legou à cidade todos os bens, jóias e obras de artes. Dessa forma, nada poderia ser vendido, doado ou transferido para outro lugar, assim como deveriam estar expostos para admiração do público.

Em 18 de fevereiro de 1743 Maria Luisa faleceu, data que os fiorentinos relembram todos os anos fazendo uma homenagem à protetora das artes de Firenze. Na ocasião é realizado um cortejo histórico da República Florentina e, atendendo ao desejo de Maria Luisa, nesse dia as entradas em alguns museus são gratuitas.




Complexo da Basílica San Lorenzo / Capela Medicee

É inquestionável a importância dos Medicis para Firenze e eles ainda estão presentes por todos os lados, sejam nas construções quanto nas lembranças. Um desses lugares é a Capela Medicee, onde estão os mausoléus da família. Projetada pelo arquiteto Brunelleschi, a capela foi construída por Michelangelo a partir de 1519, pouco antes de partir para Roma.

Situada atrás da Basílica de San Lorenzo, a capela tem uma enorme cúpula de 50 metros de altura, fazendo com as pessoas se sintam minúsculas. Aliás, essa era a ideia. Feita em mármore branco, com formato octagonal e decorada com pedras preciosas, no alto de cada um dos túmulos está o brasão da família.




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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.