14 janeiro 2017

Venezia Sestiere San Marco - continuação...





Para muitos Veneza é mágica, mas na verdade em Veneza existem coisas jamais vistas em nenhum outro lugar. Depois de estar junto ao intenso fluxo de turistas na Piazza San Marco, onde uma confusão de vozes e idiomas preenchem todos os espaços, o resto da cidade poderá parecer mais pacato. Ainda que seja possível cruzar com muita gente transitando pelos becos de Veneza, já não é o mesmo burburinho de antes.





Mercerie: Passando pelo arco da Torre dell'orologio chega-se à principal artéria da cidade, que concentra muitas lojas de grife e hotéis de luxo. Aliás, passear pelo Sestiere de San Marco significa estar num ambiente único, elegante, onde encontram-se marcas exclusivas. Lojas Dolce Gabana, Gucci, Channel, Prada, Louis Vitton, Cartier e muitas outras podem ser encontradas na área chamada "Mercerie", que marca o velho centro da cidade entre a Praça San Marco e a Ponte Rialto.

O coração do comércio nos tempos antigos hoje encontra-se dividido em três partes. Da Torre do relógio até o Campo San Zulian é chamado "Mercerie dell'orologio". Desse ponto até a Ponte Bareteri chama-se "Mercerie di San Zulian". "Mercerie del Capitello" segue a partir da Ponte dei Bareteri, enquanto a área até a Ponte Rialto é conhecida como "Mercerie di San Salvador".





Nesse percurso tem de tudo, desde roupas, sapatos, bolsas, perfumes, joias  e até pequenas lembrancinhas. Há também muitas lojas de máscaras, todas bem trabalhadas com pinturas feitas a mão. Sendo um produto artesanal,  nunca existem duas máscaras iguais. Mas se quiser economizar, prefira fazer compras em lojas que estejam em locais mais distantes dos pontos turísticos, que também possuem produtos de boa qualidade mas com preços mais atrativos.





Além das inúmeras lojas espalhadas por San Marco, quem gosta de compras vai encontrar aos pés da Ponte Rialto um luxuoso empório instalado em 7.000 metros. Nos três andares luxuosas marcas internacionais oferecem diversos artigos. Situado às margens do Grande Canal, é um dos projetos mais audaciosos realizados em Veneza nos últimos anos. A enorme construção pertenceu ao antigo Fondaco dei Tedeschi, onde antigamente funcionava a base comercial dos alemães na cidade.



  

 




Palácios: San Marco foi no passado o centro da religiosidade e poder político, por isso nessa área estão suntuosos palácios e belas casas que serviram de residência para nobres e importantes comerciantes da antiga Veneza. Muitos palácios ainda trazem o nome dos antigos proprietários, como Donà, Contarini, Morosini, Zeno, Dandolo, Mocenigo, Malipiero, Moro, Grimani, Gritti, Pisani, Loredan, Cavalli, Vernier, Foscarini, Querini, Fortuny, Franchetti e outros.

A arquitetura e os diferentes adornos nas fachadas resultam da feroz competição que havia entre as diversas famílias de Veneza, que sempre queria ter o mais belo e luxuoso palácio da cidade. A melhor maneira de desfrutar dos palácios venezianos é tomar o vaporetto para poder admirar aqueles que estão às margens do Grande Canal. Alguns merecem uma observação mais detalhada. Nesse caso, vale parar para conhecer sua arquitetura especial e sua importância história.



Palazzo Cavalli Franchetti

Palazzo Cavalli Franchetti: Veneza é como um museu a céu aberto e os palácios propiciam retornar no tempo. Um deles é o Palazzo Cavalli Franchetti, que em 1999 foi transformado numa das sedes do Istituto Veneto di Scienze Lettere ed Arti. Construído originalmente às margens do Grande Canal nos anos de 1500, esse palácio pertenceu a importantes personalidades até ser adquirido pelo Baron Raimondo Franchetti em 1878. Após sua morte o palácio foi doado pela viúva de Franchetti para ser transformado em local para eventos culturais.



Casino Vernier
 
Casino Vernier: Muitas pessoas que passam pela Mercerie Zan Zulian não sabem que por ali encontra-se o Casino Vernier, uma pequena casa que pertenceu ao procurador Venier e hoje é ocupada pela Aliança Francesa que promove a cultura francesa em Veneza. No verão, durante as noites literárias, passando por ali ouve-se alguém falando francês. Mas são os ricos estuques e afrescos que tornam esse local admirável. A entrada é gratuita.

Comprada pelo Procurador Venier em 1750, a decoração dessa casa ainda permanece intacta, com seus pisos de mármore, lareiras, portas, espelhos e pinturas. Originalmente essa casa foi usada para encontros culturais e políticos, dos quais participavam muitos nobres e ricos comerciantes. Não se sabe o que realmente acontecia nas noites literárias do passado, porém um furo no piso do segundo andar dá indícios de que as pessoas eram observadas ao chegarem na casa.





Praças do Sestiere San Marco: Com exceção da Praça San Marco, todas as outras praças são chamadas de "Campo". Isso vem desde a época medieval, época em que todos os amplos espaços cercados por casas eram chamados de campo, que podiam ser cobertos por gramados ou usados para o cultivo de hortas ou para o pasto de animais.

Em quase todos os campos ainda pode-se encontrar os antigos poços que serviam para abastecer cada pedaço da cidade. Sendo a única fonte de água potável, esses poços eram cuidadosamente preservados. Todo esse cuidado pode-se ver ainda nas belas esculturas que adornam os poços das praças, mas também aqueles no pátio dos palácios. Um dos poços mais belos encontra-se no pátio do Palazzo Ducale.

Segundo a tradição, leis rígidas proibiam a presença de pessoas com as mãos sujas e animais próximo dos poços. Ainda hoje em alguns poços existe água puríssima sem contaminação, isso porque desde o século 16 Veneza possui uma longa rede de túneis, chamados "gatoli", que servem para recolher o esgoto da cidade, além das fossas sépticas que garantem a pureza das águas.  


Campo San Bartolomeo

Campo San Bartolomeo: No passado os campos maiores eram utilizados para a realização de eventos ao ar livre, cerimônias religiosas, procissões, torneios, espetáculos e discursos dos grandes pregadores. Alguns campos eram reservados para construção de túmulos ou concentravam o comércio. Outros campos foram nomeados com nomes de figuras históricas ou devido à presença de palácios nobres.

A maioria dos campos nasceu em torno de uma igreja, tendo por isso o mesmo nome. Um desses campos é o Campo San Bartolomeo, que se encontra próximo ao Shopping Veneza. Conhecido como Campo San Bartolo, esse local é considerado como o coração do comércio de Veneza. É um dos lugares preferidos pelos jovens venezianos e muito frequentado por turistas. Sendo o acesso de quem segue para o Sestiere San Paolo ou para Cannaregio, na praça há sempre muito movimento.


ex-Chiesa San Bartolomeo

Igreja San Bartolomeo: Além de muitas lojas, nessa praça encontra-se a ex-Igreja de San Bartolomeo, que foi no passado muito utilizada pelos comerciantes alemães para celebrar batizados e funerais. Reconstruída em 1723, a igreja tomou a forma como se vê hoje. Após alguns anos de abandono, foi fechada e reaberta anos depois como uma galeria de arte.

Atualmente tem sido utilizada para apresentação de corais e concertos. Algumas artes foram removidas para museus, enquanto outras foram perdidas. Lindo é o campanário da igreja que se destaca no horizonte. Na entrada do campanário existe uma escultura grotesca, o que pode ser uma referência ao sofrimento de San Bartolomeo, que foi chicoteado, martirizado e esfolado vivo.



Monumento Carlo Goldoni

Monumento Carlo Goldoni: No centro do Campo San Bartolomeo existe um monumento dedicado a Carlo Goldoni, que foi considerado o grande mestre da comédia italiana. Nascido em 1707, aos 14 anos Goldoni se juntou a um grupo de teatro ambulante, mas também adquiriu grande conhecimento.

Goldoni concluiu o curso de advocacia na Universidade de Padova, mas sua grande paixão foi o teatro. Foi responsável pela “reforma” do teatro italiano, introduzindo textos escritos e ensaios, dando vida ao teatro iluminista e burguês moderno.

Depois do sucesso em Veneza, Goldoni mudou-se para Paris onde morreu em 1793 pobre e esquecido. O Museu dedicado Carlo Goldoni funciona na casa onde ele nasceu, bem próxima do Campo San Tomá. As salas do museu são dedicadas a algumas cenas teatrais das famosas comédias de Goldoni, além de inúmeros costumes teatrais, móveis e objetos da época.


Teatro Carlo Goldoni

Teatro Carlo Goldoni: Bem próximo ao Campo San Bartolomeo encontra-se o Teatro Carlo Goldoni, que tem na fachada o nome do dramaturgo em letras grandes. Detentor do teatro por algum tempo, Goldoni levou ao palco algumas de suas obras mais famosas. É um dos teatros mais antigos de Veneza, tendo sido construído em 1622 pela família Vendramin.

Trinta anos depois da inauguração o teatro foi destruído por um incêndio. Restaurado diversas vezes, ainda mantém o glamour do passado. Com uma sequência de encerramentos temporários e renovações, o Goldoni é atualmente um dos pontos de referência para os venezianos e aberto para visitação pública.


Igreja San Salvador
Igreja San Salvador

Campo San Salvador: Seguindo junto às luxuosas lojas da Mercerie chega-se ao Campo San Salvador, que embora não seja tão largo quanto outros campos, é um local bem movimentado. Diz a tradição que a primeira igreja nesse campo foi construída em 639, quando San Magnus teve a visão do Salvador. A atual igreja foi concluída em 1534, mas a fachada só ficou pronta em 1650. Apesar da pedra escura usada como revestimento, a Igreja de San Salvador é bem iluminada. Com um lindo piso de mosaico, o interior é monumental.


Campo San Zulian
Igreja San Zulian
Igreja San Zulian
Igreja San Zulian
Igreja San Zulian / teto

Campo San Zulian: Os becos são parte da atmosfera veneziana. Ocultam a visão dos pontos de referência e ajudam o turista a perder-se pelas vielas. Mas é perdendo-se que é possível descobrir cantinhos bem interessantes.

Num desses cantinhos está a Igreja San Giuliano, chamada pelos venezianos de San Zulian. Localizada junto às lojas de grife, diz a tradição que a Igreja de San Zulian foi fundada no século 9, sendo a atual construção resultante de uma reforma iniciada em 1553 que foi concluída quase 30 anos depois.

A fachada em estilo clássico apresenta símbolos e inscrições estranhas em latim, grego e hebraico. Acima do portal está a escultura que retrata o médico e patrocinador da igreja, Tommaso Rangone. Mas é entrando nessa igreja que se pode vislumbrar lindas obras de arte. O teto é magnífico.


Campo Manin
  
Campo Manin: Depois de passar por alguns becos eis o Campo Manin, que resultou do monumento dedicado a Daniele Manin. Nesse local já existiu uma igreja que foi demolida. Atualmente tem destaque na praça o Palazzo Nervi-Scattolin, sede moderna da Cassa di Risparmio di Venezia, que constrasta com os demais palácios da praça. A restauração desse palácio aconteceu nos anos de 1970, por ocasião do aniversário do banco.



Palazzo Contarini del Bovolo
Palazzo Contarini del Bovolo

Palazzo Contarini del Bovolo: Passando pelo Campo Manin, algumas construções destacam-se na paisagem, tanto por sua forma quanto por sua história. Uma dessas construções é o Palazzo Contarini del Bovolo, famosa por sua escadaria em espiral. Localizado num labirinto de ruelas, a magnífica escadaria foi adicionada ao prédio original em 1499. Desde então tornou-se uma atração turística muito popular devido à bela vista panorâmica do seu mirante.



Campo San Luca

Campo San Luca: Próximo ao Campo Manin encontra-se o Campo San Luca, por onde passam muitas pessoas que seguem em direção ao Rialto. Por conter muitas lojas, cafés e restaurantes, há sempre muito movimento, tanto durante o dia quanto à noite. Também é um ponto de encontro dos venezianos, por isso é ideal para observar o vai e vem das pessoas. Belos palácios trazem muito charme à essa praça.


Igreja San Luca

Igreja San Luca: Diferente de outras praças, a pequena Igreja de San Luca Evangelista encontra-se distante do Campo San Luca, estando situada às margens do Rio San Luca. Quase sempre passa desapercebida dos olhares menos atentos. Sua construção foi patrocinada pela nobre família Dandolo por volta do ano 1000. Durante os séculos passou por sucessivas restaurações, tendo sido reconstruída pela última vez em 1881.



Campo San Gallo

Campo San Gallo: Apesar de estarem fechadas, algumas igrejas pequenas possuem grande valor histórico. Uma delas é a Igreja de San Gallo, que encontra-se junto ao elegante palácio da Banca Nazionale di Lavoro. Na verdade trata-se de um antigo oratório de 1582 que foi ampliado em 1703, quando as obras de arte se perderam. Há muito tempo permanece fechado, sendo algumas vezes utilizado pela Bienal. 



Igreja San Moise


Campo San Moise: Uma das igrejas mais bonitas de Veneza é a Igreja de San Moisé do século 17. Situada no Campo San Moise, dizem que a primeira igreja foi construída em madeira no ano de 797 e era dedicada a San Vittore. A segunda igreja foi construída em 947 por Moisè Venier e dedicado a seu santo protetor San Moise.  Imensos afrescos decoram seu interior.

Devido à sua fachada repleta de decorações barrocas de pedra foi chamada por muitos como a “loucura arquitetônica”. A atual igreja resulta da reconstrução de 1632, que foi patrocinada pela família de aristocratas Fini. Na época a quantidade de decorações era tanta, que em 1878 foi necessário retirar algumas para que não houvesse o risco de desmoronamento.

Totalmente desprovida de símbolos religiosos, no topo do obelisco central encontra-se o busto de Vicenzo Fini, apoiado por anjos, santos e um par de camelos. Na parte de cima estão quatro virtudes e sibilas no topo. Toda a fachada retrata a glória dos Fini e representa a vida mercantil dos irmãos.



Teatro La Fenice
Teatro La Fenice

Campo San Fantin/Teatro La Fenice: No Campo San Fantin encontra-se o Teatro La Fenice, que é o mais famoso e o principal teatro lírico da cidade. Considerado como uma das mais lindas casas de ópera da Europa, com seu rico interior e obras de prestígio, o nome do teatro está relacionado com sua história.

Assim como o pássaro mitológico Phoenix, esse teatro ressurgiu das cinzas. Inaugurado em 1792, depois de ter sido destruído por um grande incêndio foi reconstruído como era originalmente. A última restauração foi feita em 1996 e reaberto em 2003. A arquitetura e a decoração são deslumbrantes. O interior cintilante e as inúmeras varandas surpreendem pela beleza.



Campo San Fantin
Igreja San Fantin

Igreja San Fantin: Frente ao teatro está a Igreja San Fantin ou Sant Fantino, que foi construída em 1507 no mesmo lugar de uma antiga igreja de 1127 que foi demolida. Originalmente era chamada de Igreja de Santa Maria delle Grazie di San Fantino, mas popularmente ficou conhecida só como Igreja de San Fantin. Feita em pedra de Istria, o interior é escuro e atualmente só é aberta para exposições de arte.


Palazzo Fortuny
Palazzo Fortuny
Palazzo Fortuny
Campo San Beneto: No Campo San Benedetto, mais conhecido como Campo San Beneto, está o Palazzo Fortuny construído por Bento Pesaro em meados do século 15 e transformado em museu depois que foi doado para o município em 1956. Tendo pertencido a Mariano Fortuny, a doação foi feita após sua morte por sua esposa Henriette para que fosse perpetuamente usado como como centro cultural. Além da rica biblioteca, existem muitos objetos, fotografias e uma coleção de pinturas de Mariano Fortuny.





Igreja de San Benedetto: Também faz parte do campo a Igreja de San Benedetto que, segundo a tradição, existe desde o século 10. Fundada pela família Falier, assim como outras igrejas, foi reconstruída após um incêndio e tranformada em paróquia em 1435. Após o colapso do campanário e construção foi abalada. Apesar da reconstrução em 1620, a igreja foi fechada no início do século 20.


Campo Sant'Anzolo


Campo Sant'Anzolo: O Campo Sant'Angelo, mais conhecido como Campo Sant'Anzolo, é utilizado pelos venezianos para fazer conexão com outros pontos da cidade. Desse campo partem ramificações que conduzem ao Campo San Stefano, à Ponte dell'Academia, ao Campo Manin, Campo San Luca, Piazza San Marco etc.

Antigamente nesse local existia a Igreja de San Michele Arcangelo, que foi demolida durante a ocupação napoleônica em 1807. Hoje resta o Oratório da Anunziata e o complexo do Mosteiro de Santo Stefano, que tem destaque devido ao seu belo portal. Belos palácios do século 17, como o Trevisan Pisani, o Gritti Morosini e o Duodo Palace, trazem requinte a essa ampla praça.



Campo San Maurizio
Museu da Música / ex-Igreja San Maurizio

Campo San Maurizio: Na antiga Igreja de San Maurizio funciona o Museo della Musica. Com uma bela coleção de instrumentos musicais, há também uma área que mostra todas as fases do processo de criação de um violino. Contam que essa construção foi feita 1795 sobre uma antiga igreja que ali existia desde o século 9.



Conservatório de música de Veneza

Conservatório de Música Benedetto Marcello: Ao andar por essa região é preciso estar atento com os cenários, mas também estar antenado para captar os sons. De repente um acordeon solitário rompe o silêncio, enquanto um canto suave ecoa de uma igreja. Se escutar alguém tocando piano, o som provavelmente estará vindo do Conservatório de Música Benedetto Marcello, que tem sede no belo Palazzo Pisani que pertenceu à rica família Pisani.

Este é um dos maiores e mais fascinantes palácios de Veneza. Construído em 1614, o palácio foi ampliado no século 18 porque a  família  Pisani queria ter uma residência digna de sua nobreza. Infelizmente a decadência da família em 1816 forçou a venda do imóvel. A partir de 1897 o palácio foi adquirido pela cidade de Veneza, onde foi fundada uma escola de música, até que em 1940 foi reservado para o conservatório.


Igreja Santa Maria del Giglio ou Zobenigo



Igreja Santa Maria del Giglio / Zobenigo: Bem perto de San Maurizio encontra-se a Igreja Santa Maria del Giglio, um misto do sagrado e do profano misturados numa fachada absolutamente inesquecível, característica do estilo barroco veneziano. Por ter sido  construída em 976 pela família Slav Jubanico, passou a ser chamada Igreja Santa Maria Zobenigo.

Situada ao lado de um campo, a frente da igreja fica basicamente escondida. A fachada exalta os triunfos marítimos e políticos de várias gerações com brasões e galés. Restaurada em 1833, Antonio Barbaro fez a doação de 30.000 ducados com instruções precisas sobre o que deveria ser feito. Por isso na fachada consta os quatro irmãos de Barbaro, vestidos segundo os cargos públicos que ocupavam. No nível mais baixo está o próprio Barbaro acima da porta. Todas as figuras alegóricas e anjos se misturam com cenas de batalhas.


Campo Santo Stefano

Campo Santo Stefano: Também chamado Campo Morosini, o Campo Santo Stefano é um dos maiores de Veneza. Até 1802 o Campo foi utilizado para touradas, época em que aconteceu o último evento desse tipo. Tendo o centro da praça marcado pelo monumento dedicado ao escritor Niccolò Tommaseo, esse local tranquilo e cercado por bares e locais com mesinhas, é ideal para descansar e conversar. Durante a primavera é comum ver as crianças brincando e usando esse espaço como num parque infantil.



Igreja San Vital


Igreja San Vidal: De um lado do campo está a Igreja San Vidal ou San Vitale, onde costuma acontecer alguns concertos de musica. O interior é um dos mais impressionantes de Veneza. Foi fundada em 1084 pelo Doge Vitale Falier para homenagear o santo de seu nome. Reconstruída mais de uma vez, na fachada estão os bustos de Contarini e sua esposa que colaboraram na última reconstrução. Um detalhe: uma das esculturas acima da igreja está sem a cabeça. Durante algum tempo foi transformada em sala de exposições e atualmente apresenta concertos. 


Igreja Santo Stefano


Igreja de Santo Stefano: Do outro lado da praça está a Igreja de Santo Stefano, uma igreja gótica com telhados de madeira construída no século 13. É uma das igrejas mais antigas de Veneza, já tendo sido consagrada seis vezes por ter sido profanada com repetidos derramamento de sangue dentro de suas paredes. A primeira vez foi quando um monge sofreu um atentado em 1348, tendo ocorrido outros incidentes em 1556, 1561, 1567, 1583 e 1594. Outro fato é que o campanário foi atingido por um raio em 1585, derretendo os sinos e fazendo desabar a torre.



Palazzo Loredan

Palazzo Loredan: Ladeado por belos palácios, entre eles destaca-se o Palazzo Morosini, que pertenceu ao Doge Francesco Morosini e deu seu nome ao campo. Outro é o Palazzo Loredan, que é a outra sede do Istituto Veneto di Scienze. O palácio se destaca por sua fachada monumental esculpida em pedra de Ístria. No hall de entrada uma coleção de bustos de mármore é chamado de "Panteon Veneto". Decorado com temas da mitologia grega, por ocasião da eleição do Doge Francesco Loredan em 1752 foi feito um belo afresco do teto, que retrata Apollo se preparando para se mover através do céu com a carruagem do sol.


Igreja San Samuele

Campo San Samuele: O Campo San Samuele encontra-se às margens do Grande Canal, ao lado do belo Palazzo Grassi. Nesse lugar também está a Igreja de San Samuele, que originalmente foi construída no ano 1000, porém a fachada foi reconstruída em 1952. Aberta uma vez para a Bienal, os afrescos do teto são espetaculares.

Feitos por um artista desconhecido, a pintura mostra o Cristo, os quatro evangelistas, os quatro padres da Igreja - Santos Agostinho, Ambrósio, Jerome e Gregory - e as oito sibilas. Esses afrescos foram descobertos em 1882 quando foi retirada uma pintura de cal, havendo hipóteses que tenham sido feitos no século 13.





Depois de um tour pela cidade, uma aventura intrigante é sair à procura de lugares inusitados. A noite de Veneza não oferece opções de baladas, mas tem um clima noturno bem agradável para passear, comer num restaurante e provar um bom vinho. Próximo das atrações turísticas costuma ter mais movimento. A dica é a Praça San Marco, que fica lotada durante a noite.

No entanto, quem se dispõe a explorar a cidade pode encontrar muitos lugares lindos e divertidos. Interessante é o Bacaro Jazz, um bar situado perto da área comercial que é ideal para quem quer um lugar descontraído para conversar e curtir com os amigos. Além dos excelentes drinks, é a decoração que chama a atenção dos clientes. No teto estão dependurados dezenas de  sutiãs, de todos os tamanhos e cores...



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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.