28 fevereiro 2013

Treviso, uma romântica cidade fashion




Treviso é uma das cidades mais encantadoras do Veneto e, apesar de não receber tantos turistas quanto Veneza, possui românticos canais e pontes, elegantes palácios, igrejas e praças, além de uma atmosfera tranquila e agradável. Situada na região do vinho Prosecco, os sinuosos cursos de água que atravessam a cidade e o labirinto de ruas com arcadas são o charme da cidade.
 

Porta Quaranta
Porta San Tommaso
Muralhas de Treviso


Antiga Tarvisium: Chamada pelos romanos da antiguidade de Tarvisium, a cidade foi um importante ducado na Idade Média e disputada por vários senhores feudais. Dessa época restam as antigas portas de entrada na cidade - Porta Quaranta, Porta San Tommaso e Porta Altinia - e as muralhas que circundam o centro histórico. Sobre as muralhas há um caminho que acompanha a extensa avenida, por onde se pode passear sob as sombras dos castanheiros.  

 

Piazza dei Signori
Casa dei Ferraresi
Museu Palazzo Noal
Piazza dell Vittoria
Piazza San Vito
 
Centro da cidade: A Piazza dei Signori é o coração da cidade, uma movimentada praça com cafés e imponentes palácios como o Palazzo dei Trecento construído em 1210 tendo ao lado o Palazzo del Podestà com suas galerias.

Circulando pela cidade pode-se encontrar muitos outros palácios, como a Casa dei Ferraresi, Casa di Noal, os três palácios da Família Rinaldi construídos na Idade Média, além das elegantes vilas em torno da cidade.

Castigada pela 1ª e 2ª Guerra Mundial, a cidade sofreu um grande bombardeio na sexta-feira santa de 1944 que destruiu muitas construções medievais. Com as restaurações, é comum encontrar construções em diferentes estilos ao lado de outras mais antigas do período medieval, o que não diminui o esplendor da cidade.
 
Benetton
Via Callmaggiore
Via Callmaggiore


Via Callmaggiore: Uma característica marcante de Treviso são os pórticos que permitem fazer compras protegido do calor no verão e também da chuva e neve. A Via Callmaggiore é a rua principal onde estão várias lojas de griffe. 

Requinte e elegância não faltam em Treviso, que tem muitas lojas de grandes marcas sendo a sede da famosa griffe Benetton. Mundialmente conhecida, a Benetton nasceu em Treviso em 1960 quando Luciano Benetton vendeu uma bicicleta para comprar uma máquina de costura de 2ª mão. Alguns anos depois os irmãos se juntaram, criando a marca que hoje tem mais de 2000 lojas pelo mundo.

 
 
Fontana dele Tette

Fontana dele Tette: Perto da Via Callmaggiore está uma réplica da famosa Fontana delle Tette que jorra água pelos seios. A original foi construída em 1559 por ordem do prefeito e colocada no interior do palácio pretoriano, numa época em que houve uma grave seca na cidade. Na eleição de um novo prefeito, a fonte jorrou vinho branco e tinto durante 3 dias para a alegria do povo da cidade que pode beber vinho gratuitamente. 

 

Loggia dei Cavalieri

Loggia dei Cavalieri: Um símbolo da antiga aristocracia de Treviso é a Loggia dei Cavalieri, um pórtico quadrado com afrescos nas paredes construído em 1276, onde se reuniam políticos, nobres e pessoas da classe mais alta para conversar e jogar. Em algumas épocas chegou a ser utilizado como armazém e hoje serve como espaço cultural.

Um dos nobres de destaque da época foi Gherardo da Camino que governou a cidade em 1280 trazendo grande desenvolvimento cultural e político. Deu incentivo à universidade e ofereceu hospitalidade a estudiosos e artistas de grande prestígio. Anos depois, quando Treviso passou aos domínios do Império Austríaco, alguns descendentes de Gherardo da Camino imigraram para o Brasil.  
 

Catedral de Treviso
Catedral de Treviso
Catedral de Treviso


Catedral:  Na Piazza Duomo está a majestosa Catedral de São Pedro com suas sete cúpulas. Construída nos anos 1500 no lugar de uma antiga igreja da era romana, os dois leões ao pé da escada são testemunhas de sua origem medieval. 

Ao longo do tempo a Catedral sofreu várias modificações e do santuário primitivo resta apenas a entrada. Na parte interna da igreja há muitos afrescos medievais e obras de arte. Do lado da catedral está o Batistério românico do século 12. 
 

Santuário San Nicolò
Santuário San Nicolò
Afresco de Tommaso da Modena

Igreja San Nicolò: A Catedral é o principal templo de Treviso, mas o maior é a Igreja de San Nicolò construída em tijolo maciço no século 13 e onde hoje funciona o seminário.  A maioria dos afrescos das igrejas e palácios de Treviso foi feito por Tommaso da Modena, um pintor e miniaturista italiano que viveu na cidade nos anos de 1350. 

Ele se diferenciou de seus contemporâneos principalmente pelo realismo de suas pinturas retratando as pessoas em atitudes cotidianas. Segundo historiadores da arte ele foi o primeiro na história a retratar alguém usando óculos, que faz parte de uma coleção de retratos do Convento de Treviso. 

Na Igreja e Convento Santa Caterina funciona um museu com obras de arte e, apesar da simplicidade, contém afrescos que são verdadeiros tesouros como os da Cappella degli Innocenti feitos por Tommaso da Modena.
 

Igreja de San Francesco

Igreja San Francesco: Há vários oratórios e igrejas espalhadas pela cidade, sendo uma delas a Igreja de San Francesco que foi construída pela comunidade dos franciscanos e usada como estábulo pelas tropas de Napoleão durante os anos de 1230 a 1270. Quase 700 anos depois, a igreja foi restaurada e reaberta. Nesta igreja estão os restos mortais do filho de Dante Alighieri.


 
Ponte Dante Aleghieri

Dante Alighieri: O primeiro e maior poeta da língua italiana, citou Treviso em sua obra "La Divina Commedia". Dante passou algum tempo exilado em Treviso e foi homenageado com um monumento sobre a ponte que tem seu nome. Essa ponte chegou a ser chamada de Ponte Impossível, pois com a forte corrente do rio a ponte desabou mais de uma vez antes de ser concluída.
 

Canal Buranelli
Canal Buranelli
Riviera Santa Margherita
Ponte dell'Università
Moinho d'água

Canais, pontes e moinhos: O canal de Buranelli deriva do nome da ilha de Burano de onde vinham muitos comerciantes até chegar em Treviso com seus barcos. Pitorescas casas ao longo dos canais criam belos recantos na cidade, como a Riviera Cagnam com seus salgueiros chorões e a Via Roggia que é um dos cantos mais lindos de Treviso. Uma das atrações são os moinhos d'água que antigamente serviam para a moagem de grãos.


Pescheria de Treviso
Pescheria de Treviso

Ilha do Mercado: No passado, pelos canais de Treviso navegavam muitos barcos que vinham de Veneza para descarregar mercadorias e passageiros ao longo Riviera Santa Margherita. Pescadores traziam peixes frescos para o mercado. 

O mercado ainda existe numa pequena ilha, sendo ligado à cidade por duas pequenas pontes e é um dos lugares mais bonitos de Treviso, com suas bancas de legumes e frutos do mar. E, por estar a apenas 40 km do mar, em Treviso há muitas iguarias que utilizam enguias, mariscos e bacalhau, porém a especialidade de Treviso são os risotos, como o Risi e Bisi que é um prato clássico. 


 
Estrada do vinho Prosecco
Valdobbiadene
Uvas Glera

Strada del Prosecco: Treviso está numa região de um dos melhores vinhos da Itália, sendo alguns produzidos em pequenas quantidades e por isso só encontrados nessa área. A  Estrada Prosecco é a principal via de acesso a inúmeros vinhedos e contém a maior concentração de vinícolas, sendo algumas abertas à visitação pública. A estrada estreita e sinuosa termina em Valdobbiadene, uma cidade situada em um vale verde aos pés dos Alpes.

 

26 fevereiro 2013

Castelmola, uma das mais belas aldeias da Itália




Para os caminhantes os arredores de Taormina na Sicília são um belo paraíso com trilhas que levam até o  mar e a outras pequenas aldeias, entre elas a pitoresca Vila de Castelmola. Considerada uma das mais belas aldeias da Itália, com ruas estreitas, sinuosas e muitas lojas de artesanato, a pequena cidade tem panoramas espetaculares. 

 

 
 
 
 

Da praça de Castelmola tem-se uma esplêndida vista sobre toda a costa do Mar Jônico até a costa da Calábria. Apesar de muitas mudanças ao longo do tempo, Castelmola mantém uma magia contida em seus antigos e belos palácios que serviram de residência a muitos nobres,

Existem novas construções, mas a impressão é de que ali o tempo passa muito devagar. A cidade é pequena e poucos vivem nela durante todo o ano. Entre as ruas estreitas de paralelepípedos, gatos cochilam ao sol e velhinhos sentam para observar o mundo passar. 

 

 


Vino alla Mandorla: Local de cultivo de frutas cítricas, azeitonas, peras, uvas, criação de gado e ovelhas, as terras férteis da região produzem excelentes amendôas que tem inúmeros usos na cozinha, como no molho do macarrão, no peixe, salpicadas sobre sorvete ou granita, utilizadas em bolos e biscoitos ou a bebida feita de leite de amêndoa rica em proteínas e vitaminas.

Castelmola é especialmente conhecida por seu exclusivo vinho de amêndoas ou Vino alla Mandorla. Criado por Don Vincenzo Blandano em torno de 1700 através de antigas técnicas gregas de infusão, o proprietário da antiga Taberna San Giorgio oferecia o vinho como recepção de boas vindas aos seus convidados que subiam a colina de Mola. Ele chamava seu vinho de  "Blandanino", o licor de misteriosa cor âmbar que se tornou um dos sabores da Sicília. 
 

 
 

 
Bar Turrisi: À noite muitos turistas que se hospedam em Taormina procuram seus vários restaurantes, bares e pizzarias com sabor típico da Sicília. Uma excêntrica atração da cidade é o Bar Turrisi, com seu tema fálico dedicado a Príapo, deus grego da fertilidade e virilidade.

O tema homenageia os gregos, que iniciaram a colonização dessa região e construíram as primeiras fortalezas das quais pouco resta. Com esculturas, pinturas, móveis e outros adornos em forma fálica distribuídos em seus 4 pavimentos, o bar existe desde 1947 quando foi criado por Salvatore Turrisi.

Passado de geração a geração, a coleção de esculturas em forma fálica vão desde as maçanetas da porta de entrada até as canecas de cerveja. É considerado como um dos 10 bares mais exclusivos do mundo. 

 

16 fevereiro 2013

Pávia, uma cidade medieval bem animada



Pavia é uma das cidades mais interessantes da Lombardia. Situada a apenas 30 km de Milão, a cidade tem belos palácios e igrejas medievais além de uma das universidades mais antigas e de maior prestígio na Itália. E por reunir estudantes da Itália e de diversas partes do mundo, a grande população de jovens criam um clima bem animado na cidade. 








A partir da Piazza della Vittoria, com suas belas lojas e cafés, pode-se descobrir as curiosidades e atrações da cidade que na antiguidade foi conhecida como "a Cidade das 100 torres". Atualmente restam apenas três torres que moldam o horizonte e podem ser vistas de vários pontos da cidade.

Da Torre Cívica, que era um símbolo da cidade, restam apenas vestígios. Construída no século 12 com 78 metros de altura, a torre desabou inesperadamente em 1989 causando temor nos moradores que passaram a desconfiar dos prédios antigos da cidade, por isso vários monumentos antigos tem recebido escoramento e restauração.








Universidade de Pavia: Perto das três torres está a prestigiada Universidade de Pavia que teve início no século 9 como uma pequena escola para estudos teológicos. Foi ampliada por ordem do Duque de Milão, Gian Galeazzo Visconti, tendo sido reconhecida oficialmente como um Studium Generale pelo imperador Carlos IV em 1361.

A universidade possui um Jardim Botânico, diversos museus técnicos e científicos além de uma biblioteca com 100 mil volumes que é uma das maiores bibliotecas privadas do norte da Itália. A cada ano o Centro Linguístico organiza cursos de lingua italiana para estudantes estrangeiros, o que atrai jovens de todo mundo. 

No Cortile degli Spiriti Magni da universidade estão as estátuas de alguns dos mais importantes mestres e alunos. Monumentos funerários antigos e algumas lápides de estudiosos dos séculos 14 a 16 estão na Voltiano Cortile, sendo que a maioria teve origem de igrejas demolidas. 








Ponte do Rio Ticino: Habitada na antiguidade pelos povos da Gália, a cidade foi fundada à margem do rio Ticino há mais de 2000 anos pelos romanos que deram-lhe o nome de Ticinum. A cidade passou a ter destaque depois que os romanos estenderam a Via Emília até Pavia. Segundo especulações o Imperador Romulus Augustus teria desaparecido nessa região no ano 476, que é considerado como o fim do Império Romano no Ocidente.

A Ponte Coberta é uma das atrações turísticas e um charme da cidade. Construída sobre o rio Ticino, a ponte separa o centro histórico do pitoresco bairro de Borgo Ticino. A curiosidade sobre o telhado da ponte é que os construtores cobriam as pontes para que tivessem maior tempo de vida útil. Outra razão de ordem prática era para evitar que a neve se acumulasse e aumentasse o peso sobre a estrutura.

Durante a Segunda Guerra Mundial a velha ponte foi destruída e por isso foi necessário demoli-la. Apesar da atual ponte ter sido construida em 1949, o projeto procurou reproduzir as mesmas linhas da velha ponte construída em 1351, inclusive com a capelinha dedicada a San Giovanni Nepomuceno. Segundo contam, durante os bombardeios a ponte foi destruída e a imagem caiu no rio. Na reconstrução foi mantida a capelinha e esculpida uma nova imagem do santo protetor.


Igreja San Teodoro
Igreja San Teodoro
Santuário Santa Maria Incoronata
Igreja de San Francesco

Igrejas: Apesar de ser uma cidade pequena, Pavia tem dezenas de igrejas e monastérios. A Igreja de San Teodoro é a mais antiga. San Teodoro é considerado protetor dos pescadores e talvez seja por isso que a igreja está situada bem perto do rio.

Muitas igrejas tem quase o mesmo estilo e estão agrupadas numa pequena área, estando algumas a poucos metros de outras. Isso ocorria porque durante a Idade Média muitas famílias mandavam construir suas próprias igrejas.

Um exemplo é o Santuário de Santa Maria Incoronata di Canepanova, que foi construído em 1500 pela nobre família Canepanova. Decorada com estuques, antigamente existia um brasão da família na fachada principal.


Depois tornou-se um convento restrito ao acesso público e só atualmente os frades estão retomando o contato com a comunidade. Bem próximo está a Igreja de San Francesco construída em 1298, que tem um lindo contraste de terracota com pedras brancas. 



Catedral de Pavia
Catedral de Pavia


A Catedral de Pavia está sendo construída desde o século 15. A construção que teve início em 1488, só foi concluída com fachada e cúpula de acordo com o projeto original mais de 400 depois. A cúpula central tem quase 100 metros de altura sendo uma das maiores da Itália. Ao lado da Catedral existia a Torre Cívica desde 1330 que desabou em 1989.

O Regisole original era um monumento equestre construído em Ravenna e removido para Pavia na Idade Média como um emblema de conexão com a Roma imperial. Após a Revolução Francesa o Regisole foi destruído porque foi considerado um símbolo da monarquia. Em 1937 o escultor Francesco Messina fez uma reprodução do antigo monumento: uma estátua de 6 metros em bronze colocado sobre uma base de travertino em frente à catedral.  




Igreja Santa Maria del Carmine
Santuário de San Michelle
Igreja San Pietro in Cielo D'oro


A Igreja Santa Maria del Carmine é uma das maiores igrejas da Itália e uma das mais bonitas em estilo gótico. Teve sua construção iniciada em 1374 por ordem do Duque Gian Galeazzo Visconti mas só foi concluída quase 100 anos depois. Recentemente restaurada, o interior tem um impressionante crepúsculo místico com muitos afrescos e pinturas nas paredes. A poucos metros está a pequena Igreja de San Giovanni além de muitas outras.

A Basílica de San Michele, considerada a mais bonita de Pávia, foi reconstruída em 1090 depois que um terremoto destruiu a antiga igreja. Durante séculos a igreja foi o local preferido para a coroação de monarcas italianos, incluindo Carlos Magno e Barbarossa. O exterior inclui muitas esculturas interessantes simbolizando a batalha entre o bem e o mal. É considerada o protótipo das demais igrejas que surgiram em Pávia.

A Basílica de San Pietro in Cielo d'Oro foi construída em 1132 e ricamente decorada com relevos. É uma das mais famosas da cidade e foi mencionada por Dante Alighieri em sua obra Divina Comédia. Nesta igreja estão as relíquias de Sant' Agostino.








Castello Visconti: No passado Pávia foi a capital do Reino Lombardo e dos seus períodos de grande esplendor há inúmeros monumentos e obras de arte. Ao ser conquistada pelos lombardos em 572, a cidade recebeu o nome atual de Pavia.

Com uma conturbada história, a cidade teve pouca expressão política durante a Idade Média tendo pertencido aos reinos da Espanha, França e Aústria até ser anexada ao Reino da Itália em 1860.

O magnífico Castello Visconti foi criado em 1360 para servir de fortaleza e residência do Duque Gian Galeazzo Visconti que governava a cidade. Com estilos de inspiração veneziana e renascentista, no passado o castelo era circundado por um fosso profundo e tinha 4 entradas com pontes levadiças. Apesar de ter sido construído com 4 torres, apenas 2 delas ainda permanecem. 








O poeta Francesco Petrarca ficou hospedado por um algum tempo no castelo quando foi chamado para organizar a bibilioteca do castelo que possuia cerca de 1.000 livros e manuscritos, mas foram perdidos.

Apesar de ter criado a universidade e ter incentivado a cultura, o Duque Gian Galeazzo Visconti era estúpido com seus súditos. Em seu julgamento submetia os condenados à Quaresima ou Roda de Caterina, um tipo de tortura em que o condenado permanecia esticado por 40 dias.

Os Visconti possuiam título nobre e com a morte do último Duque Fillipo Visconti em 1447 a sucessão perpetuou-se através de sua filha Bianca Visconti. Casada com Francesco Sforza I, deu início ao ducado da Família Sforza que assumiu o poder. Após a morte do Duque em 1466, seu filho Galleazo Sforza assumiu o poder.

Cruel, tirano e amante do poder, Galleazo Sforza atraiu inúmeros inimigos tendo sido assassinado um dia depois do dia de natal, quando seu filho Gian Galleazo Sforza tinha apenas sete anos. Por não ter maioridade, Ludovico Sforza, também conhecido como Ludovico il Moro, passou a ser seu tutor do seu sobrinho. 








Aos 18 anos Gian Galleazo Sforza assumiu o trono, porém faleceu aos 26 anos em consequências suspeitas. Historiadores afirmam que ele foi envenado por seu tio Ludovico Sforza que ambicionava retomar o poder. A partir disso, Ludovico foi abandonado pela sorte.

Sua esposa Beatrice d'Este, filha do Duque Ercole I de Ferrara faleceu aos 27 anos. Devido às alianças mal sucedidas, Ludovico foi capturado e exilado pelo rei Luis XII da França que passou a dominar a região. 

Atualmente no castelo funcionam o Museu Cívico, o Museo del Risorgimento e uma rica galeria de arte, servindo também para concertos e apresentações teatrais. Localizado numa avenida arborizada e decorado por belos jardins, na antiguidade o parque do castelo se estendia até a Certosa de Pavia.


 

 



Certosa de Pavia: O extravagante complexo religioso foi construído por ordem do Duque Gian Galeazzo Visconti, que tinha por objetivo servir de capela privativa para a poderosa família Visconti. Segundo uma lenda, dizem que antigamente existia uma conexão do castelo até a Certosa de Pavia através de túnel secreto.  






O mosteiro construído em 1396 a alguns quilômetros do castelo é uma das construções mais notáveis do período do renascimento italiano, tendo demorado dois séculos para se tornar como é hoje.

Certosa é o nome italiano para a casa de clausura de cartuxos, uma ordem monástica fundada em 1044 que se tornou conhecida por sua reclusão, ascetismo e simplicidade. Porém a Certosa é conhecida principalmente pela exuberância de sua arquitetura.


 






A igreja foi a última parte da construção destinada ao mausoléu da família Visconti. A fachada da igreja concluída no século 16 tem a frente decorada com 70 esculturas e relevos. No interior a majestosa cúpula e os 17 altares foram decorados com afrescos e pinturas.

Também existe uma importante coleção de vitrais criados por grandes mestres. Todas as fases de construção envolveram inúmeros artistas de diferentes habilidades.  Um elegante portal permite a passagem da igreja para o claustro que tem um jardim no centro para onde se abrem as células dos monges.

A Certosa de Pávia é considerado como um dos mosteiros mais importantes da Itália tanto por sua arquitetura quanto por sua história. Em Certosa estão os mausoléus do Duque Gian Galeazzo Visconti, do Duque Ludovico Sforza e de sua esposa Beatrice d'Este.






Capital do arroz: Nas imediações da cidade há vastos campos de arroz que, dependendo da época, mais parecem um tapete colorido. A região de Pávia é considerada como capital do arroz, cuja plantação iniciou com a família Sforza. A cozinha pavese tem suas tradições gastronômicas no preparo de risotos e outros pratos que tenham o arroz como base.

Os pratos tradicionais se concentram em gansos, cabras e porcos criados nas fazendas originando deliciosos embutidos e saborosos queijos. Mas os pratos mais notáveis usam enguias, rãs e peixes provenientes do rio.


Famoso é o Risotto Certosina que usa arroz e rã na sua preparação. Paraíso das rãs e dos lumache, uma espécie de caracóis grandes, nos restaurantes são apresentados em diversas versões acompanhado dos melhores vinhos da região de Oltrepó Pavese.  





Palio del Ticino: Como uma tradição italiana, em Pavia é realizado o "Palio del Ticino" que consiste em desfiles com roupas medievais, apresentações das acrobacias com bandeiras e competições de arqueiros e remadores.

O objetivo é resgatar a memória histórica da cidade relembrando a vitória da frota comandada por Eustachi Pasino contra os venezianos em 1431. Por ser um momento de confraternização, é uma boa época para provar do tempero e da boa cozinha pavese.  



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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.