28 maio 2011

Pasubio, uma trilha memorável





O Monte Pasubio na região do Veneto é uma das montanhas sagradas, mais conhecida pelos eventos da 1a. Guerra Mundial. As pequenas trilhas nas montanhas no Valli del Pasubio ao lado de grandes penhascos, são consideradas uma das mais perigosas do mundo. O maciço montanhoso é cortado por trilhas e estradas estratégicas construídas por volta de 1917 na época da 1a. guerra, com 52 túneis, por isso chamada Strada delle Gallerie.







Durante a Primeira Guerra Mundial, a linha da frente das forças italianas percorreu as Dolomitas. O Monte Pasubio era um reduto crucial para os italianos que deveriam assegurar a montanha, mas as suas linhas de abastecimento para a montanha estavam sendo bombardeadas e sujeitas a avalanches. Em 13 de dezembro de 1916, 10.000 soldados foram mortos por avalanches nas Dolomitas e ficou conhecida como sexta-feira branca. A resposta para os problemas do Exército italiano foi a Strada delle 52 Gallerie.









A Strada delle 52 Gallerie foi construída pelas tropas italianas e uma equipe de mineiros. O caminho foi concluído em apenas poucos meses, de fevereiro a novembro de 1917. O que torna a estrada incomum são os 52 túneis num percurso de 6.000 metros e o tempo recorde de construção, devido às difíceis condições do local. A caminhada inicia em um parque no Campiglia Bocchetta e termina em um refúgio do Clube Alpino Italiano chamado Um Papa, uma trilha memorável onde se pode ver os vestígios dos confrontos.





Video Strade delle gallerie


Costa amalfitana, a inspiração dos poetas





A costa amalfitana na provincia de Salerno é a mais bela costa da Itália e uma das mais belas do mundo. Seus altos paredões de rocha contrastam com o azul profundo do Mediterrâneo criando paisagens incríveis. Do alto desses penhascos, pode-se ver toda a baía Sorrentina rodeada de belas cidades que foram sendo edificadas ao longo dos séculos.


 






Compreendendo as comunas de Vietri sul Mare, Cetara, Tramonti, Maiori, Minori, Ravello, Scala, Atrani, Amalfi, Conca
dei Marini, Furore, Praiano e Positano, as construções e vilarejos foram fundados sobre os penhascos da península para se defender dos ataques de piratas e outros inimigos na antiguidade.

Passear pelas estreitas estradas torna o passeio inesquecível. O cenário é repleto de penhascos verdes revestidos  de casinhas coloridas no melhor estilo bizantino. 
Nas montanhas da Costa Amalfitana estão plantados terraços de limoeiros, oliveiras, carvalhos e pinheiros.
Apesar das ruas modernas, a região preserva vestígios muito antigos mas não há ruinas. 

A Casa Imperial, que hoje é um hotel, tem um túnel cortado na rocha que desce até a costa. Também restam os aquedutos subterrâneos da cidade.







 

Positano: A cidade é tão inspiradora que já serviu de cenário para diversos filmes. A cidade começa no alto da montanha e desce pela encosta em ruas estreitas e escadas até à praia de onde se chega a Praiano. 

Típico do local é o Limoncello, um licor de limão e as lojinhas de souveniers além dos restaurantes de massas com vôngoles e camarões frescos. Em Minori e Maiori o mar calmo e as ruelas são repletas de vistas panorâmicas.








Amalfi: Em Amalfi a arquitetura é de influência árabe e bizantina com traços normandos e sicilianos. A Catedral de  Sant'Andrea do século 9 é uma das mais bonitas de Itália, com a sua pequena praça centrada numa magnífica fonte e uma imponente escadaria de acesso à entrada principal.


No interior da Catedral o Claustro do Paraíso de influência árabe construído entre 1266 e 1288 é destinado a ser panteão de homens ilustres. Outra é a Basílica do Crucifixo e em Atrani a Igreja de San Salvatore de Bireto.






Ravello: A poucos quilometros de Amalfi, Ravello tem uma beleza medieval de igrejas, mansões e jardins exóticos  que deslizam por uma estrada sinuosa. Com seus jardins encantadores, a Villa Rufolo e a Villa Cimbrone tem paisagens imperdíveis.


A catedral, com vários tesouros dos séculos 12 e 13, é o ponto principal da praça com altos pendentes e torres rústicas. O romantismo do local traduz o ditado dos italianos: "os poetas vão a Ravello para morrer"...









23 maio 2011

Caorle, a cidade da Madonna del mare



Premiada em 2011 com a Bandeira Azul, que é o reconhecimento da FEE (Foundation for Environmental Education), concedida aos resorts costeiros nacionais e internacionais que observam a qualidade da água e do solo e possuem instalações adequadas para os turistas, Caorle se destaca na região do Veneto com suas lindas praias.











Suas casas coloridas e balcões floridos tornam a cidade admirada por suas cores e extremo aconchego. Todo ano, alguns escultores de Itália e do exterior vão para Caorle para participar de um concurso chamado Scogliera Viva. Ali eles criam uma obra-prima nas pedras da praia, principalmente perto da igreja da Madonna del Mare.









Caorle é uma cidade de muitos milagres. O Santuário da Madonna del Mare é uma igreja da pequena cidade de Caorle, reconstruída em sua forma atual no século 17 às margens do Mar Adriático. Antigamente era a Igreja de São Miguel Arcanjo, porém conta a tradição que alguns pescadores encontraram a imagem da Virgem flutuando no mar e a trouxeram até a praia.

A imagem estava sobre um bloco de mármore flutuante e, apesar do esforço de vários pescadores,
não conseguiram levar a imagem para dentro do templo. Quando o bispo chamou as crianças, elas conseguiram carregar a imagem sem nenhum esforço com sua leve inocência.



Tempos depois, em 1727 uma grande inundação avançou sobre a cidade. Muitas pessoas se refugiaram na Igreja de Nossa Senhora do Anjo do Mar à procura de abrigo. Embora o nível da água tenha chegado a 2 metros de altura na cidade, não penetrou no interior da igreja, uma única gota de água.



Já quase no final da 2a. Guerra Mundial, o comando militar nazista com sede em Veneza anunciou que todo o litoral seria submerso por razões estratégicas da guerra e 10 km da cidade seriam destruídos logo depois do ano novo. O pároco e os fieis se prostaram durante toda a noite ao pés da Nossa Senhora, pedindo sua intervenção para que a cidade não fosse destruída. Logo pela manhã, em 02 de janeiro, chegou a notícia de que a decisão havia sido revogada. Por esses motivos, a cada ano os fieis se reunem nos recifes do santuário para homenagear a Madonna del mare.







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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.