26 abril 2011

Arezzo, onde a vida é bela



Arezzo, na região da Toscana, está sobre uma colina e ainda conserva a sua identidade e aparência medieval. Conquistada pelos romanos em 311 a.C. Arezzo era um importante polo militar romano e foi uma considerada uma das 12 cidades etruscas mais importantes. Invadida por Napoleão e alvo durante a Segunda Guerra Mundial, é uma região produtora dos melhores vinhos Chianti.







Ao redor da Piazza Grande, a arquitetura medieval é testemunha da rica história de Arezzo. Casas comuns de 1200 e
1300 ao lado de nobres casas com torres, o Palazzo della Fraternidade dei Laid com a sua fachada gótica, a Igreja de Santa Maria della Pieve, o Palazzo del Tribunale tribunal, e o Logge del Vasari. No primeiro domingo do mês, na Piazza Grande, acontece uma tradicionalíssima feira de antiguidades, que reúne expositores e artistas.





O Logge del Vasari é uma casa antiga reconstruída em 1547 por Giorgio Vasari, com afrescos feitos por ele, que agora é
um museu. As principais salas foram decoradas por Vasari de forma ilusionista. Na sala de visitas Vasari pintou a jornada da vida de um artista, com as virtudes artísticas protegidas pelos deuses da Antiquité, representados como corpos celestes.


Arezzo foi cenário para algumas partes do filme 'La Vita è Bella', de Roberto Benigni. É o lugar em que vivem os
personagens principais, antes de serem enviados para o campo de concentração nazista. Para que o filho não perceba os horrores que acontece, o pai, inteligente e espirituoso, faz que o filho acredite que estão participando de uma gincana.





Outra manifestação pitoresca e tipica em Arezzo é a Giostra del Saracino, promovida sempre em junho e em setembro.
Realizada na Piazza Grande, a giostra é uma competição equestre muito peculiar. A festa tem mais de um século e, além de um desfile histórico com mais de 350 personagens, o objetivo é atingir o escudo do busto de um cavaleiro colocado no centro da praça e que representa um saraceno armado. Ganha a disputa o casal de cavaleiros que acumula mais pontos atingindo o escudo. O prêmio é uma lança de ouro.



12 abril 2011

Padova, a cidade de Santo Antonio




Padova na região do Veneto é a cidade italiana onde está a Basilica de Sant' Antonio di Padova ou di Padoa no dialeto veneto. Embora tenha nascido em Lisboa uma grande basilica foi erguida devido ao falecimento do famoso frade em Padova a 13 de junho 1231.


 

Basílica Sant' Antônio di Padova: Todos os anos em 13 de junho é realizada em Padova uma festa em homenagem a Sant'Antônio. Apesar da vida simples do santo, a basilica tem oito cúpulas e vários campanarios que parecem minaretes árabes.
 


 

Considerado o santo casamenteiro, na verdade tinha o nome de batismo Fernando de Bulhões e tornou-se um frade agostiniano em Lisboa. Segundo a lenda, Santo Antônio era um excelente conciliador de casais. Muito sensibilizado com a decapitação de monges franciscanos e resolveu deslocar-se para Marrocos numa ação de evangelização.


Algum tempo depois, por estar muito doente decidiu retornar a Lisboa. Entretanto na viagem de regresso uma forte tempestade arrastou o barco até as costas da Sicilia onde ele se tornou um grande pregador.

Durante alguns anos o frade esteve na Bologna ensinando teologia. Foi para a França, instalou-se em Marselha mas retornou à Itália. Em 1231 regressou a Padova marcando a quaresma daquele ano por uma série de sermões da sua autoria.

Naquele ano, estando muito doente Sant'Antônio faleceu aos 36 anos. Considerado padroeiro dos pobres, também é invocado para ajudar a encontrar objetos perdidos e diz-se que guardar um pão abençoado por Santo Antonio na despensa nunca deixa faltar a comida.  





Obras de Santo Antônio: Os Sermões Dominicais e Festivos são a única obra autêntica escrita de próprio punho pelo Frade Antonio com a marca da sua personalidade e espiritualidade. Existe um sermão para cada domingo ou festividade.

Para fundamentar a sua interpretação, Antonio recorria à ilustração de temas filosóficos e morais recorrendo a citações de Aristóteles, Cícero, Sêneca e outros pensadores gregos e romanos. Também fazia referências à natureza e ao saber científico da época.







Prato della Valle - a maior praça da Europa: Um dos símbolos mais conhecidos de Padova é Prato della Valle, uma grande praça que é a maior da Europa com 90.000 metros quadrados.

Na época romana era chamada de Campo de Marte. No centro há um amplo jardim cercado com 78 estátuas que retratam cidadãos famosos e hoje tornou-se um local de feiras e exposições. Ao lado da praça, em tempos antigos foi sepultada a mártir Giustina, onde hoje está erguida a Basilica de Santa Giustina.

 





Centro histórico: Padova foi um importante centro comercial na época do império romano em 59 a.C. Chamada pelos romanos de Patavium, dizem que Padova é a cidade mais antiga do norte da Itália. Foi devastada por um incêndio em 1174 perdendo muitos palácios.

Com traçado urbano irregular, Padova alterna grandes praças e pequenas ruazinhas pitorescas, especialmente na zona do velho gueto que foi restaurado e tornou-se o centro de galerias de arte, lojas de antiguidades e cafés.

Severamente bombardeada durante a 2a. Guerra Mundial, a bela igreja dos Eremitani com belos afrescos foi destruída. É considerada por alguns historiadores de arte como sendo a maior perda cultural da Itália. Hoje o mosteiro é um museu.

 







 
Palazzo della Ragione: Construido em 1219, o Palazzo della Ragione tem um único salão de 80 metros quadrados com 27 metros de altura sem uma única coluna de sustentação, tendo a fama de ser o maior telhado não suportado da Europa. A cúpula original foi pintada por Giotto. Debaixo do grande salão, há um mercado secular. O salão principal tem afrescos astrológicos do ciclo dos meses.

 





Monumentos: A magnífica estátua equestre do Venetian geral Gattamelata está na praça em frente à Basílica di Sant'Antonio da Padova. Foi a primeira estátua equestre fundida em bronze em tamanho real desde a antiguidade. 







Palazzo del Capitanio: Na Praça Cavour está o famoso Café Pedrocchi, uma obra prima da arquitetura neoclássica caracterizado por salas temáticas. Foi um lugar de reunião dos protagonistas do Ressurgimento em 1831. O Palazzo del  Capitanio tem como peculiariedade o Arco dell’Orologio.




 
 

Universidade de Padova: Apesar de seu passado tumultuado, em Padova nasceu o desenvolvimento artístico e cultural pela presença de grandes estudiosos e artistas atraídos pela Universidade de Padova.

Fundada em 1222, por essa universidade passaram alunos e professores ilustres. Chamada na antiguidade de Riformatori dello Studio di Padova, Copérnico e Galileo Galilei foram alguns dos seus professores.   







Cidade de afrescos: Padova é a cidade dos afrescos que estão presentes em diversos prédios antigos. Em um deles, a Capella degli Scrovegni tem um dos afrescos mais famosos do mundo.  Encomendado pelo rico banqueiro Enrico degli Scrovegni, foi concluído por Giotto em 1305.

A capela era ligada ao palácio que servia para sua residência e era de caráter privado, apenas para seu uso e de sua familia. Atualmente quem visita a capela passa por um hall de entrada climatizado, usado para estabilizar a temperatura entre o exterior e o interior da capela para garantir a conservação.

Há também outros como o Batistério, que tem o mais importante ciclo de frescos de 'Menabuoi Giusto. O oratório de São Jorge tem antigos afrescos e o prédio parece inclinado devido ao terreno macio. A igreja de São Caetano tem um plano octogonal incomum.




 
 



05 abril 2011

Vicenza, a cidade que vale ouro




Na região do Veneto, a pitoresca cidade de Vicenza aos pés do Monti Berici distingue-se pela profusão de construções renascentistas, especialmente projetadas por Palladio que foi um célebre arquiteto do século 16. A arquitetura está principalmente nas mansões construídas para importantes famílias, sendo atualmente a cidade considerada Patrimônio Mundial pela Unesco.

Palladio nasceu em 1508 em Padova e trabalhava como escultor de pedras. Seu nome original era Andrea di Pietro dalla  Gondola e recebeu o nome de Palladio quando entrou na academia do poeta italiano Giangiorgio Trissino, que supervisionou os seus estudos de arquitetura. A grande cidade palladiana é hoje uma das mais ricas do Veneto e famosa no mundo inteiro por sua esplêndida e variada arquitetura. 

 
 


 
 


A cidade foi fundada durante o período romano e tinha o nome Vicetia. Mais tarde, tornou-se Vicenza, uma dinastia da rica e poderosa família Della Scala que governou a região por mais de 100 anos entre os anos de 1260-1380. 

Durante a 2a. Guerra Mundial a área de Vicenza foi um importante local de combate  e um centro da resistência italiana, tendo sido duramente danificada pelos bombardeios que destruiu muitos de seus monumentos e gerou mais de 2.000 vítimas entre civis.  




 



Corso Palladio: A rua principal da cidade é o Corso Palladio, uma avenida que atravessa a cidade onde estão os palácios mais notáveis, com seus pórticos e pátios internos. A avenida desemboca na Piazza Matteotti onde está o elegante Palazzo Chiericati, um dos mais belos projetos de Palladio atualmente sede da Pinacoteca. 

Pode-se apreciar também a Igreja da Santa Corona, cuja construção foi iniciada no ano 1261, tendo uma impressionante porta, um célebre campanário e seu interior de  estilo gótico decorado com importantes obras do século 14.



 
 
 
 
Piazza dei Signori: A Piazza dei Signori é o centro da cidade, caracterizada pela suntuosa Basilica. O antigo Palazzo della Ragione medieval revestido por uma nobre arquitetura do 1500, um dos projetos de Palladio, atesta as origens clássicas da cidade e também da sua ligação com Veneza. A praça possui também a presença da alta Torre de 1300 e da Loggia del Capitanio, uma das ultimas obras incompleta de Palladio.

 






Teatro Olímpico: O Teatro Olímpico do século 16 foi construído  em madeira e estuco de acordo ao projeto inicial de Palladio, tendo sido a  última obra de Palladio e um dos edifícios mais bonitos da história da arquitetura.

Foi o primeiro teatro coberto do mundo.  O corpo principal representa um quadrado tendo por trás as cinco ruas da Tebe, criado por Scamozzi que ultrapassava as intenções originais de Palladio. O banco central, que normalmente eram reservados para os nobres, oferece uma ilusão de ótica como a rua que parece ir se afastando. 
 

 



La Rotonda: A Villa Almerico-Capra conhecida como La Rotonda, é uma das mais características e famosas construções de Palladio  que data de 1550, uma obra de arte em harmonia e beleza que predomina de sobre uma colina.

A vila está a uns 3 km da cidade e de onde se pode avistar o panorama campestre da zona vicentina, graças às suas quatro fachadas simétricas e caracterizada por um átrio com uma escadaria e colunas.
    
O nome Rotonda deriva do salão central coberto por uma ampla cúpula, que lembra o Pantheon de Roma. Construída
para ser uma residência, seu proprietário jamais poderia imaginar que sua casa se tornaria um ícone para toda Europa.  O Villa Rotonda é uma villa-templo, uma abstração, e seus cantos estão orientados aos quatro pontos cardeais. 



 





Basílica do Monte Berico: Nos arredores de Vicenza um dos lugares de grande interesse é a Basilica do Monte Berico, que é um local de peregrinação de muitos fieis e  um dos exemplos mais clássicos da arquitetura barroca em Vêneto, tendo obras de arte muito importantes dos séculos 14 e 15. 

Segundo contam a construção da primeira igreja ocorreu devido à aparição da Virgem Maria, que cessou uma grave epidemia na cidade em 1428. Um longo corredor serve de acesso da cidade ao templo. O Santuário é a referência religiosa mais importante de Vicenza e desde 1978  Nossa Senhora do Monte Berico é a santa padroeira da diocese de Vicenza.
 


 


Exposição do Ouro: Vicenza é uma das cidades mais ricas de toda a Itália, principalmente devido à produção de componentes de  computadores. Federico Faggin, o co-inventor do microprocessador nasceu em Vicenza. Outro ramo que literalmente reluz em Vicenza são as jóias feitas de ouro. A Exposição do Ouro de Vicenza é mundialmente famosa e acontece 3 vezes por ano.



 
 

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.