30 setembro 2010

L'Aquila, a cidade da águia



L'Áquila é uma cidade peculiar que surgiu a partir de um projeto sem precedentes na história do urbanismo e foi constituída a partir da união de vários vilarejos. Fundada por um projeto do imperador Frederico II nos anos de 1230, segundo alguns pesquisadores Áquila deve ter sido, nas intenções do seu fundador, a nova Jerusalém. Segundo uma teoria mais recente, os edifícios mais importantes da cidade foram construídos de maneira para que se repetisse o formato da constelação da Águia.




 


A cidade de Áquila é um centro turístico que tem diversos lugares de interesse histórico, sendo conhecida por suas 55 igrejas. A basílica católica de Santa Maria de Collemaggio, onde foi coroado e está sepultado o Papa Celestino V, é uma igreja medieval considerada uma obra-prima da arquitetura gótica e românica de Abruzos e uma das principais atrações turísticas. Parte do transepto da basílica acabou ruindo durante o terremoto em 2009.  




 

Um dos pontos turísticos mais interessantes é a fonte medieval de 99 canais repleta de simbolismos ocultos que reconduzem aos cistercensos e colocada como a Fonte de Siloé a Jerusalém.

 


 
L'Aquila, está circundada de vários montes, como o Gran Sasso nos Apeninos, e atrai turistas no verão para excursionismo e no inverno é um dos mais famosos locais para a prática de esportes de inverno. A Fortaleza Rocca Calascio, serviu de cenário para os filmes "O Feitiço de Áquila" e "Em nome da rosa".



 

A cidade de Áquila está assentada em uma das áreas mais propensas a eventos sísmicos da Península Itálica e desde a sua fundação tem uma trágica história de muitos terremotos. O primeiro terremoto de que se tem notícia ocorreu em 1315.

Depois outro sismo estimado ao grau 10 da escala mercalli aconteceu em 1349 e em 1461. Em 02 fevereiro 1703 mais de 3.000 pessoas pereceram e quase todas as igrejas da cidade desmoronaram, entre elas a Igreja de San Domenico onde 800 pessoas participavam de solenidades.


Os sobreviventes abandonaram a cidade mas alguns decidiram que Áquila deveria renascer a qualquer custo. Com este objetivo o papa Clemente XI enviou padres e freiras para que, desprovidos dos seus votos, aos poucos repovoassem a cidade. Porém em 31 julho 1786 ocorreu um novo terromoto aniquilando cerca de 6000 pessoas e ainda em 1958 um novo sismo atingiu a cidade.




 
 

 


O terremoto de 6,3 graus em 2009 deixou uma inconsolável perda de muitas vidas, sendo a maioria de jovens estudantes da Universidade de Áquila, muitos deles concluindo seu curso universitário, que naquele momento da madrugada estavam no dormitório universitário.

Também restaram milhares de feridos além da destruição de centenas de monumentos históricos, sobretudo no centro de Áquila e em outras localidades próximas. Mas assim como no passado, a corajosa população de Áquila mais uma vez continua reconstruindo sua encantadora cidade.





 


26 setembro 2010

La cucina italiana


A Itália, uma península que avança sobre os mares Mediterrâneo e Adriático, une-se à Europa pela cordilheira das montanhas mais altas do continente, os Alpes. Na base dos Alpes, está a única grande planície da Itália, que abrange as regiões do Veneto, Lombardia e do Piemonte. Esta é a região leiteira da Itália, onde se cozinha com manteiga e os cereais básicos são o arroz para o risotto e o milho que vira polenta.

De norte a sul do país, as montanhas dos Apeninos formam suaves colinas que descem em direção aos mares que circundam o país. Escondidos entre picos e declives, ficam inúmeros vales, que no passado eram isolados entre si, dando origem a culturas totalmente isoladas, até que as estradas modernas viessem uni-los. Existe uma diversidade climática surpreendente para um país relativamente pequeno, que contribuem para uma diversidade na cozinha e modos de vida italianos. Os contrastes na culinária regional são dominantes devido às montanhas e mares.



O Dia Mundial do Macarrão é comemorado em 25 de outubro. O evento foi criado em 1995 durante o I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão) realizado em Roma, que reuniu os principais fabricantes do mundo. Desde então, a data é comemorada em diversos países, com o objetivo de difundir os benefícios do macarrão e aumentar o consumo. Quando se fala da Itália no exterior, muitos associam a culinária italiana à pizza e ao macarrão, no entanto a culinária se estende muito mais.

A nação italiana e suas regiões, até 1861 eram parte de estados independentes, muitas vezes hostis, compartilhando poucas tradições culturais, sem uma língua comum. Só depois da Segunda Guerra Mundial o italiano passou a ser a língua comum de uma grande parte da população, com estilos de culinária completamente diferenciados. A cozinha italiana é, na verdade, uma cozinha de regiões que precedem no tempo. É a cozinha que se estende pela história relembrada, que evolui com o desenvolvimento das aptidões e das idéias transmitidas nos lares através da península italiana e das ilhas, nos becos, nas fazendas, nas grandes cidades. É a culinária da cozinha caseira.




Mesmo tão discrepantes em seus prazeres, a culinária italiana é preparada no estilo das famílias. Não existe uma alta gastronomia italiana, todos os caminhos conduzem à "cucina de casa", ao lar, a única que merece ser chamada de cozinha italiana. Quando pensamos na culinária italiana, imediatamente vem à mente imagens, sabores e aromas: antipastos variados, massas com os mais variados formatos, molhos deliciosos e suculentos, peixes e frutos do mar frescos, saladas apetitosas, frutas e legumes colhidos diretamente no pomar e na horta, carnes da melhor qualidade, sem esquecer os queijos, presuntos, embutidos e os inesquecíveis produtos de panificação e confeitaria.

A Itália é um país extenso em comprimento. Do cume dos Alpes até a ponta da bota são mais de 1200 quilômetros e ainda duas ilhas, a Sicilia e a Sardegna. De norte a sul, com diferentes características microclimáticas, existe uma diversidade de embutidos, presuntos e queijos e, naturalmente, outros ingredientes e formas de prepará-los. A conturbada história das diferentes regiões influenciaram os livros de cozinha. Até os nossos dias, a cozinha siciliana denota influências árabes enquanto que, em Trieste, ao norte, prevalece a tendência austro-húngaro.



A arte culinária italiana não possui uma tradição uniforme, é regional. Cada família defende o seu modo de preparo como o mais correto. Contudo, elementos comuns em todas as cidades e províncias: o profundo respeito às receitas tradicionais, a insistência obstinada em ingredientes de qualidade superior e o amor, o cuidado e o entusiasmo na preparação dos ingredientes escolhidos. E os italianos dão preferência aos produtos de especialistas que se dedicam aos métodos tradicionais de produção artesanal.

A diversidade regional, a elevada qualidade dos produtos e a consciência da tradição gastronômica são as bases fortes da mesa italiana, e a atitude tipicamente italiana perante a comida e a bebida é o que sustenta esta mesa. Na Itália, a culinária significa o puro prazer, sendo assim celebrada como uma festa diária dos sentidos, com a família, os amigos, em casa ou num bom restaurante.

23 setembro 2010

Ostuni e Cisternino, as cidades brancas


No cume de uma solitária colina surge Ostuni na Região da Puglia. Conhecida como a Città Bianca pela cor de suas casas pintadas em cal vivo, é possível avistá-la de muito longe.





O uso do cal deriva do período das pestes e também serve para iluminar as estradas entre as casas construídas uma ao lado da outra.
Um pouco adiante está Cisternino que segue o mesmo padrão de casas brancas. Seu nome deriva do grego Astu- neon, que significa cidade nova referindo-se a uma provável cidade que talvez tivesse existido naquela colina.






Um importante achado é a crípta de Santa Maria de Agnano onde jazia o esqueleto de uma mulher grávida (25 000 anos). Sabe-se que durante a Segunda Guerra Púnica houve muitas batalhas na região (220- 205 a.C.) e pouco se sabe da fase imperial e medieval, mas o povoado existia já por volta do ano 1.000 pouco antes da chegada dos normandos.





Célebre é o azeite da região e nos últimos anos se tornou ponto turístico devido à beleza de suas pequenas ruas. Em Ostuni se entra através da Porta Nova e Porta San Demetrio que se abrem nas muralhas. Também tem lindas igrejas: S. Giacomo di Compostella, S. Maria Annunziata, a sobria Madonna della Nova e a Catedral com esplendida vidraça rosone, todas do século 15. É possível descansar fazendo uma visita na Villa Comunale, único parque da cidadezinha.






Os povos mais antigos já usavam o azeite na culinária. Como produto de beleza, o azeite era considerado o elixir da juventude. Este costume está voltando aos poucos. O Spa La Fontanina, perto de Ostuni, usa o azeite extra virgem das suas plantações
de oliveiras como o produto principal em seu centro de beleza. São oferecidos vários tipos de massagens para revitalizar todo tipo de pele. Entre elas, o envolvimento no azeite e flocos de sal marinho natural, um tratamento nutriente e hidratante para o corpo. Um luxo!




SpA La Fontanina



18 setembro 2010

Pompeia, as ruinas do vulcão Vesuvio

 
Pompéia, Stabia e Herculano, no golfo de Napoles, são cidades em ruinas que surprendem aos visitantes. O culto aos deuses greco-romanos Apolo, Júpiter, Vênus e à deusa egípcia Ísis estão ainda representados pelos grandes templos. Pompéia tinha uma economia próspera e eficiente, baseada na vinicultura e na produção de lã, além de diversas oficinas de mosaicistas, tintureiros, marceneiros, marmoristas e pintores. Uma cidade culta e próspera.

 

Em 24 de agosto de 79 o vulcão Vesúvio em sua maior erupção surpreendeu a população estimada em quase 20.000 habitantes, que não sabia que aquela montanha era um vulcão ativo. A explosão do Vesúvio foi tão violenta que pode ser observada desde Roma a 200 km de Pompéia. 

Eles jamais poderiam supor que numa erupção as pedras incandescentes pudessem cair sobre a cidade como balas de pequenos canhões, numa distância de 25 km. Os que sobreviveram à queda das pedras morreram asfixiados pelo gás tóxico lançado pelo Vesúvio e, após três dias, as três cidades estavam soterradas. Os que sobreviveram escapando por embarcações, quando retornaram nada mais encontraram.

 

Após ter sumido do mapa no ano de 79, Pompéia permaneceu enterrada até o século 18. Quase 1700 anos depois, escavações revelaram objetos de arte, pinturas e mosaicos espalhados por mais de 1 milhão de metros cúbicos de construção: os coloridos afrescos da Vila dos Mistérios, o mosaico Cave Canem no chão da Casa do Poeta Trágico, os grafites nas ruas, o Templo de Apolo e seu relógio solar, a Taberna de Herculano, o Teatro pequeno de Pompéia, o Horto dos fuggiaschi etc. Recentemente as escavações foram retomadas revelando termas, padarias, templos, teatros, mansões e um sistema hidráulico para transportar a água por toda a cidade, depois que a água era trazida por um aqueduto do rio Abellinum a 28 quilômetros de distância.

 

Pompéia é a estrutura cultural mais visitada da Itália. Localizada a 25 quilômetros do Vesúvio, a cidade que foi literalmente varrida do mapa mostra todos os seus vestígios que revelam como era a vida na cidade naquele tempo, com as ruas de pedra que até hoje conservam as marcas das carruagens romanas. A rara característica do fato de ter sido encoberta somente por cinzas, e não por lava, mostra uma impressionante cidade conservada.

 

De fato os corpos encontrados petrificados, ainda nas mesmas posições da época, constituem-se uma visão mórbida e triste e registram até mesmo a expressão facial de horror e surpresa. As pinturas e afrescos mantiveram-se praticamente com a mesma vivacidade de suas cores originais e, excetuando-se as madeiras que se queimaram, todas as alvenarias e pedras das construções permaneceram intactas.

 

Segundo narrou um historiador da época, Plínio o Jovem que assistiu à erupção a distância, era possível ouvir o lamento das mulheres, o choro das crianças e o grito dos homens. A cidade que pertenceu ao berço da moderna civilização ocidental - as cidades romanas - tem uma fascinante similaridade com as metrópoles atuais: ruas pavimentadas e planejamento urbano projetado para prover uma cidade extremamente organizada. As ruas desembocam sempre num templo e ainda são visíveis os sinais vermelhos pintados nas paredes que anunciavam a próxima luta de gladiadores e slogans políticos para a próxima eleição que jamais se realizou, como também os murais de mulheres nuas no bordel Vico del Lupanare.

 

As ruinas dão a visão de vilas, fontes, templos, edifícios públicos e uma grandiosidade que assinalam a fartura que Pompéia vivia, com casas e mansões luxuosas que possuiam átrios ajardinados, iluminação natural, ventilação e ótimas instalações. Os templos para os deuses romanos conviviam com os bordéis com desenhos obscenos de posições sexuais que o cliente apontava para pedir deteminado serviço. Havia um clube chamado Terma onde os habitantes reuniam-se à noite sob lâmpadas a óleo.

 

Das construções monumentais tem destaque um anfiteatro com capacidade para 5000 pessoas além de banhos e banheiros públicos, mercado, opções de lazer, termas, salão de jogos, teatro e prostíbulos. Os boêmios frequentavam as tavernas que se prolongavam por uma rua através de um balcão. Entretanto, durante o domínio dos romanos, em vez de teatros e musicais dos tempos dos gregos, eles preferiam as lutas sanguinárias dos gladiadores que gozavam de popularidade semelhante à dos astros do esporte dos tempos atuais e tinham até torcida organizada.

 

Há apenas 15 anos foram descobertas as antigas termas de Pompéia bem preservadas, com seus mosaicos, afrescos e piscinas com cascata. As saunas chamadas tepidarium, laconium e caldarium, cada uma era mais quente que a outra, com grandes janelas abertas para a Baía de Nápoles. Uma piscina externa era mantida aquecida por uma fornalha onde trabalhavam escravos chamados fornacatores. Os trabalhos de restauração das Termas Suburbanas, batizadas como as termas do prazer devido aos seus afrescos eróticos e aos banhos promíscuos, só foram formalmente concluídos recentemente.

14 setembro 2010

Cervinia e suas tradições Celtas e Druidas,




Cervinia está no lado ocidental do norte da Itália, nos Alpes em direção à Suiça e compartilha uma estação de esqui com Zermatt na Suiça. Paraíso dos esquiadores, Cervinia tem um resort luxuoso: o Hermitage. 



 
 
 

O prestigiado "relais & châteaux" 5 estrelas chama atenção por sua fina arte de receber os hóspedes que atrai celebridades. Um dos atrativos é a piscina aquecida que proporciona uma linda vista para os montes gelados através de uma parede de vidro.





Tradições celtas e druidas: A famosa festa del Vischio de Saint Denis, é um símbolo tradicional da época de natal, e acontece nos arredores de Saint Vicent e Chatillon, com manifestações artísticas que resgatam as tradições celtas e druidas.






  

Courmayer, na região do Monte Bianco

Courmayer é uma pequena cidade italiana da Região do Valle D'Aosta, ao norte da Italia. Ao pé do Mont Blanc ou Monte Bianco, a montanha mais alta da Europa ocidental, Courmayer atrai turistas que curtem esquiar nas montanhas geladas durante o inverno. Há também um teleférico ligando Chamonix a Courmayer.



Com uma paisagem de montanha, Courmayeur é pitoresca e tem um saudável ar de montanha, que nos meses de verão atrai muitos caminhantes e alpinistas, que são atraidos ao Mont Chétif. É uma montanha com uma estátua da Virgem Maria , que pode ser vista praticamente de qualquer lugar de Courmayer.



O Monte Branco, chamado pelos italianos de Monte Bianco e pelos franceses de Mont Blanc, faz a fronteira da Itália com a França. Um túnel de 12 kilometros liga a cidade italiana de Courmayer à Chamonix na França. Cenário de um trágico acidente provocado por um caminhão que explodiu dentro do túnel, o percurso ficou interrompido durante um longo tempo, tendo sido recentemente liberado.








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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.