01 dezembro 2011

Volterra, a cidade dos vampiros




Conhecida pelos antigos etruscos como Velathri e chamada pelos romanos de Volaterrae, Volterra na região da Toscana já teve grande destaque quando na cidade moravam os bispos. Com muitos monumentos antigos, a cidade ainda mantém os vestígios de uma época de muita história.











O povo etrusco, originários da Ásia Menor na pré-história, ocuparam e protegeram a cidade durante os séculos 8 e 4 a.C. No entanto, a prosperidade dos seus habitantes despertou a cobiça dos romanos que atacaram e tomaram a cidade.

Nos anos 80 a.C. a cidade foi novamente saqueada e destruída. Com a queda o império romano, Volterra perdeu seu prestígio e durante a Idade Média se tornou dominada pelos bispos. Com a cultura religiosa da época, a Igreja de San Felice era usada para fazer exorcismos e curar doenças.








A Piazza dei Priori é o coração da cidade onde estão vários palácios. O batistério de San Giovanni construído no século 13 tem muitos elementos decorativos, mas o que surpreende é sua forma octognal. A pia batismal tem cinco rostos esculpidos sobre o batismo, Cristo, Fé, Justiça, Caridade, Esperança.







A pequena cidade encerra muitos mistérios e lendas a respeito de vampiros. Muitos restaurantes e locais turísticos reforçam essas lendas, criando um ar misterioso de todos os lugares.

A cidade mantém seu aspecto medieval, com ruas estréias, muros altos, torres, palácios, igrejas e já serviu de cenário para muitas produções cinematográficas. Segundo o livro “Crepúsculo”, os Venturo, uma espécie de familia real de vampiros, habitava os subsolos de Volterra, mas na verdade, as cenas de "Lua Nova" foram gravadas em Montepulciano.




A Fortaleza Medicea, situada na mais alta montanha de Volterra, foi construída para uso militar e era usada como prisão política para os antigos inimigos dos Medici. Na fortaleza há dois espaços distintos: uma parte antiga construída em 1342 e outra parte construída quase um século depois.

Hoje a fortaleza é uma penitenciária do estado, mas por incrível que pareça, ali funciona um restaurante muito requisitado onde é difícil conseguir uma mesa sem reserva. Os garçons que servem as mesas são os próprios detentos e as medidas de segurança são muito rígidas, por isso não se pode entrar com celular ou objetos metálicos. Pratos, copos e talhares são de plástico, mas os cozinheiros e garçons oferecem um serviço de primeira qualidade.





A cada ano, em agosto, acontece a Festa Volterra Ano Domini 1398. Durante duas semanas a cidade retorna no tempo recriando com muitos detalhes um dia da Idade Média. Nesses dias, inúmeros eventos com performances, malabaristas, música, danças, mercados e artesanatos enchem a cidade com a magia da Idade Média. As fantasias medievais recriam os estilos da época, além das barracas dos profissionais antigos que mostram ferramentas e utensílios da época medieval e explicam seu funcionamento.




Os Sbandieratori de Volterra fazem emocionantes coreografias inspiradas nos acontecimentos históricos que ocorreram em Volterra medieval e renascentista, trocando bandeiras em sincronia, onde cortinas de fogo parecem dançar ao som de tambores e trombetas.

De repente um dardo lançado para o alto faz explodir uma onda de cor. Durante a noite há um torneio histórico. O crossbow é uma arma fascinante e os balestrieri são muito bons. Outra atração interessante são os duelos de cavaleiros e a Giostra.




A música medieval é um dos principais atrativos da festa, em diversos estilos e rítmos com flautas e tambores, que acompanham a dança no meio da praça. Malabaristas, bobos e artistas errantes alternam com piadas suas incríveis acrobacias.

Durante o festival, muitos produtos artesanais, diversos tipos de queijos, comidas e vinhos são vendidos mas só se pode comprar com o "Grosso Volterrano", a única moeda em circulação na festa que também era utilizada na época medieval. Antes da festa é preciso fazer a troca com euros.






Em Volterra se concentram muitos metais e minérios, entre eles o alabastro, uma pedra semi-transparente de beleza incomparável que movimenta o trabalho artesanal da cidade. Por sua maciez, o alabastro pode ser facilmente processado para reproduzir peças ricas em detalhes e que são de grande valor.

Os antigos etruscos já utilizavam essa pedra para construir as ricas urnas funerárias com a imagem do falecido. A maior coleção dessas urnas, as vezes cobertas com finas folhas de ouro, estão no Museu Guarnacci em Volterra e também em museus de Florença, do Vaticano, do Louvre e em Londres.

 

4 comentários:

  1. Ruas estreitas de pedra, castelos e lendas. Isso dá uma fome...
    :)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. O certo seria Volturi ok ;)
    Mas amei saber sobre essa cidade que me desperta tanta curiosidade :3

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Agradeço por sua visita e seus comentários

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.