15 outubro 2017

Verona 1: bela e misteriosa



Verona é uma cidade surpreendente; bela e misteriosa. Rodeada por colinas e atravessada pelo rio Adige, caminhar por Verona é uma experiência que permite viajar no tempo. Considerada a segunda cidade da Itália com maior quantidade de construções romanas bem preservadas, a história de Verona se entrelaça com a de Roma.

Aliás, no passado Verona foi chamada de "Piccola Roma". Habitada por diversos povos desde o século 3 a.C., Verona alcançou grande destaque depois de se tornar uma colônia do Império Romano. Dessa época ainda restam construções impressionantes, como as grandes muralhas que um dia serviram para proteger a cidade.



Anfiteatro Romano

O símbolo máximo da época romana é o imponente anfiteatro, onde aconteciam lutas de gladiadores, touradas, óperas e execuções. È a terceira maior arena do mundo, tendo sido erguida no ano 30 durante o governo do Imperador Augusto. Situado na Piazza Bra, a estrutura de arcos de pedra da grande arena é emoldurada ao fundo pelos edifícios coloridos do século 19.






Com capacidade para abrigar um público de 25.000 pessoas, graças à sua impressionante acústica atualmente a arena serve como palco para espetáculos e óperas ao ar livre, cujo festival acontece entre os meses de junho e agosto. Desde o verão de 1913 hospeda a maior temporada de ópera ao ar livre no mundo.



Piazza Bra

O nome da praça tem origem na contração de "Breit", que significa ampla ou larga. Assim também é essa praça, grande, espaçosa e que marca o coração do centro histórico. Com um amplo comércio, bons restaurantes, lojas de marcas exclusivas e os magníficos palácios que margeiam a praça, é também o ponto de partida para descobrir a cidade.




Sentar num dos bancos da Piazza Bra junto aos jardins é uma experiência que permite admirar o movimento da cidade e observar alguns detalhes, tal como o monumento equestre do rei Vittorio Emanuele II. No meio dos jardins e escondido pelos pinheiros está a bela Fonte dos Alpes, que os veroneses chamam de "Strucca Limoni" ou "espremedor de limões".


Portoni della Bra

A grande porta de entrada da praça é chamada Portoni della Bra. Construída em 1257 e composta por dois grandes arcos, ao lado existe uma alta torre defensiva. No alto da fachada existe um antigo relógio que pode ser visto de ambos os lados. Acima dos arcos de mármore existe um acabamento de tijolos vermelhos, uma característica das construções medievais. Outra antiga entrada para essa praça é chamada de Porta Cittadella.


Palazzo dela Guardia

Ao lado da entrada da praça está o Palazzo della Guardia, que no passado serviu como sede da guarda da cidade. Sua construção foi iniciada em 1610, porém a escadaria que dá acesso à varanda sob pilares só foi concluída em 1850. Usado atualmente como centro de conferências e galeria de arte, a partir desse palácio encontra-se a antiga muralha em tijolos vermelhos que segue até a margem do rio Ádige.


Palazzo Barbieri

Mais adiante está o belo Palazzo Barbieri, que foi projetado e construído entre 1836/1848 pelo engenheiro Giuseppe Barbieri. Inspirado nos antigos templos romanos, esse palácio foi gravemente danificado durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Porém no período pós-guerra foi rapidamente reconstruído e ampliado.

Atualmente é a sede da Prefeitura da cidade. Suas salas são ricamente decoradas por obras de arte e grandes lustres. Algumas telas enormes, feitas por Paolo Veronese, Felice Brusasorzi e Paolo Farinati, retratam momentos históricos de Verona.


Museu de Lapidação Maffei

Junto à praça também está o Museu de Lapidação Maffei, que foi fundado no século 18 pelo Marquês Scipione Maffei. Tendo sido um fervoroso colecionador e amante de antiguidades, entre 1738/1749 Maffei completou a coleção de lápides que pertenciam à Accademia Filarmonica.

Esse é o segundo museu mais antigo da Europa. Em 1883 o Museu de Lapidação foi comprado pela Câmara Municipal, que fez uma reorganização em 1927 e uma transformação arquitetônica radical no imóvel em 1982. Materiais romanos, greco romano, etrusco, árabes e outros estão em exposição.



Via Mazzini

Na Piazza Bra tem início a famosa Via Mazzini, onde estão reunidas as boutiques das mais famosas grifes. Muito movimentada e bastante concorrida, nela e nas ruas adjancetes encontram-se lojas da Gucci, Trussardi, Prada, Armani, Cavalli, Valentino e outras.

De boutiques a lojas especializadas em azeites, souvenires e papelaria, essa rua com piso todo de mármore é reservada somente para pedestres. A extração de mármore em Verona tem origens muito antigas e uma longa tradição, que remonta aos tempos do Império Romano e se manteve até os tempos atuais em escala internacional.

Anualmente entre setembro/outubro, milhares de expositores, engenheiros, arquitetos e construtores se encontram em Verona durante a Marmomacc, uma feira internacional que promove a exposição das últimas tendências do mercado de pedras.



Piazza dei Signori

Outra magnífica praça, considerada como a sala de estar de Verona, é a Piazza dei Signori. Por conter no centro da praça um monumento dedicado a Dante Alighieri, é chamada pelos veroneses de Piazza Dante. No passado essa praça foi o centro do poder econômico e político de Verona, por isso nela estão importantes palácios que fazem parte da história da cidade.


Brasão da família Della Scala

Verona foi disputada no passado por diversos povos, até tornar-se uma cidade livre no século 12, quando passou a ser governada pela aliança entre o clero, a aristocracia e comerciantes ricos. Porém durante o século 13 Verona se tornou um palco de lutas e disputas entre famílias locais para a conquista do poder.

Em 1263 Mastino I della Scala foi eleito prefeito e capitão do povo, quando teve início a Dinastia da família Della Scala ou Scaligere, que deteve o poder sobre Verona por 120 anos. O escudo da família era composto pela coroa e uma escada. Embora muitos tenham colaborado para a arquitetura da cidade, os Scaligere se tornaram marcantes por terem construído a maioria dos belos palácios e igrejas de Verona.

Assim, no período 1263/1387 a cidade atingiu o auge de seu poder e conheceu sua mais feliz temporada artística. Porém a história da família Della Scala foi marcada por traições e assassinatos. Apesar de terem conquistado outras cidades e acumulado grande riqueza, disputando o poder entre si, eles se aniquilaram.

Arche Scaligere ou mausoléus dos Scaligere

Diante da anarquia que se instalou no governo, numa noite de outubro de 1387 o Duque Gian Galeazzo Visconti de Milão invadiu a cidade. Os Scaligere foram obrigados a fugir de Verona, determinando assim o fim da Dinastia Della Scala no poder.

Hoje restam apenas os mausoléus da família Della Scala, que encontram-se no monumento chamado Arche Scaligere diante da antiga Igreja de Santa Maria Antica ao lado Piazza dei Signori. Construídos no século 14, nos belos monumentos em estilo gótico e cercado por grades de ferro repousam os restos mortais de Cangrande I della Scala, cujo mausoléu contém um monumento equestre, e de outros membros de sua família.


Monumento Dante Aleghiere

Foram os Scaligeri que tornaram Verona num dos principais centros culturais da Idade Média, por onde circulavam os mais célebres artistas da época, como Giotto, Petrarca e Dante Aleghieri, que esteve hospedado em Verona por 7 anos durante seu exílio de Firenze.

Em 1865, quando a Itália estava comemorando o sexto centenário do nascimento de Dante, Verona quis homenagear o grande poeta. Porém, por estar ainda sob domínio austríaco, a ideia não foi muito aceita. Mesmo diante de proibições, os veroneses decidiram instalar o monumento de 3 metros secretamente durante a madrugada. E assim permaneceu onde está.


Palazzo Cangrande ou Palazzo del Podestà

O destaque da praça é o Palazzo Cangrande. Também chamado Palazzo Scaligere ou Palazzo del Podestà, no passado foi a sede do poder e um centro de cultura onde eram recebidos muitos poetas e artistas. Construído no final do século 13, o palácio medieval recebeu esse nome por ter sediado a corte do príncipe Cangrande I della Scala, que governou Verona entre 1308/1329.

Palazzo del Capiutano ou Palazzo di Cansignorio

Um antigo arco veneziano, construído por volta do século 17 sobre a Via Santa Maria Antica, une o Palazzo di Cangrande com Palazzo del Capitano, que era antiga casa dos chefes militares de Verona. O portal em mármore branco é um dos detalhes que atrai a atenção para sua fachada.

Projetado pelo célebre arquiteto Michele Sanmicheli, na fachada havia a escultura de um leão alado de San Marco, que foi destruída por Napoleão no final de 1700. Também chamado de Palazzo del Tribunal ou Palazzo di Consignorio, atualmente pertence ao município de Verona e possui uma torre renascentista original do século 12.


Palazzo della Ragione

O Palazzo della Ragione, também conhecido como Palazzo del Comune ou Palazzo del Mercato Vecchio, foi construído em 1193 e decorado por Giotto. Por muito tempo o palácio foi o centro do poder político de Verona e usado para administração da cidade. Atualmente serve como escritório de cultura de Verona e da Galleria d’Arte Moderna Achille Forti.

O grande destaque de seu interior é a bela Capela dos Notários, que possui belas obras de arte. A união de diversas coleções resultaram numa exposição extraordinária, com obras que datam 1840-1940 e contam a história de Verona.


Cortile del Mercato Vecchio / Scala dela Ragione

Do complexo do Palazzo della Ragione fazem parte: o Cortile del Mercato Vecchio, a Torre Lamberti e a Scala della Ragione, uma bela escadaria de mármore rosa em estilo gótico que atrai muitos visitantes para esse pátio. Abaixo da estrada à direita estão os jardins do palácio, que estão cercados por muros altos.

O belo pátio interno é acessível através de um arco à direita. Conhecido como Piazza del Mercado Velho, o pátio foi no século 15 a antiga sede das atividades comerciais e do mercado da cidade. Neste pátio pode se ver as Scavi Scaligeri ou escavações Scaligeri, que trouxe à tona achados da época romana e medieval da cidade.


Scavi Scaligere

Na parte subterrânea da cidade encontra-se o Scavi Scaligeri, uma grande área arqueológica cujo ingresso é feito através da Piazza Viviani. Situado sob as arcadas que ligavam o Palazzo di Cansignorio com o jardim, o grande espaço substerâneo apresenta o Centro Internazionale di Fotografia, sendo possível visitá-lo nas ocasiões quando há mostras de fotografias.

Na época de sua fundação no ano 89 a.C. a cidade era chamada de Augusta em homenagem ao Imperador Romano Augusto. Por estar na antiga rota daqueles que se dirigiam de Veneza para Gênova, a cidade se tornou uma das colônias romanas mais importantes da época. Ainda hoje é possível identificar essa antiga parte da cidade dividida em quadrados, assim como as grandes lajes de pedra marcadas pelas rodas dos carros romanos.


Torre dei lamberti

Por uma discreta entrada do Palazzo della Ragione chega-se ao elevador que dá acesso ao topo da Torre dei Lamberti, a mais alta de Verona, de onde se tem uma linda vista da cidade. Com 243 degraus e 84 metros de altura, a construção da torre iniciada em 1172 e só foi terminada três séculos depois. No topo estão dois sinos, que tem nomes. O Marangona era usado para sinalizar incêndios e o Rengoado para o pedir ao povo que levantassem as armas ou para reunir a população num conselho.


Loggia del Consiglio

A Loggia del Consgilio, também conhecida como Loggia di Fra'Giocondo, foi a primeira construção renascentista na região do Vêneto. Construída na segunda metade do século 15, servia para abrigar os encontros do conselho da cidade. Hoje é a sede do Conselho Provincial, porém só em raras ocasiões é aberto ao público.

Com esplêndidos afrescos na parte superior da fachada, esse é um dos prédios mais bonitos de Verona. No topo do prédio estão cinco estátuas representam personalidades veroneses da época romana: o arquiteto Marco Vitruvio Pollione, o poeta Valerio Catullo, o naturalista Plinio il Vecchio, o poeta Emilio Macro e o historiador Cornelio Nipote.


Casa dela Pietà

Junto à Loggia del Consiglio está a Casa della Pietà, sendo ligadas por um arco que passa sobre a Via delle Fogge. O arco é decorado com a estátua de Girolamo Fracastoro, médico poeta e astrônomo do século 16, que era estimado pelos cientistas devido aos seus estudos sobre as bactérias.

Muito amado pelas pessoas pobres, por serem tratadas gratuitamente pelo médico, ele foi retratado com um traje romano, tendo uma esfera na mão representando o mundo. Segundo uma crença antiga, a estátua apenas soltará a pesada esfera quando um cidadão honesto passar sob o arco...

Na loja abaixo do prédio está o caffè mais antigo de Verona, que sempre foi frequentado por profissionais, homens de letras, artistas e políticos, e especialmente idosos, que vinham diariamente discutir política, arte e acima de tudo, fazer críticas.

Chama atenção o baixo-relevo na fachada, onde se vê uma mulher sentada com uma bandeira, símbolo da cidade de Verona durante o governo de Veneza, que representa Verona descansando segura na sombra da Sereníssima República de Veneza. Ali está escrito: "Fide et Charitate in aeternum non deficiam" (Fé e caridade, nunca deixarei acabar).


Domus Nova ou Palazzo dei Giudici

O Palazzo Domus Nova, também conhecido o Palazzo dei Giudici ou Palácio da Justiça, foi construído pela República Veneziana no século 13. Tendo servido como residência para os juízes venezianos, o palácio era ligado ao Palazzo della Ragione pelo Arco della Costa ou Arco da Costela.


Arco della Costa

Na verdade o arco é uma passarela, que permitia aos magistrados transitarem entre o Palazzo Domus Nova e o Palazzo della Ragione sem ser preciso sair em via pública, onde poderiam ser interceptados por corruptos ou sofrer atentados.

Chamado de Arco della Costa, seu nome deve-se a uma costela que há séculos está dependurada ali. Não se sabe ao certo, nem quando e nem porque o osso foi ali colocado. Permanece o mistério que desperta curiosidade, até porque existe outro osso similar colocado na Catedral e numa capela da Igreja de Santa Anastasia...



Verona 2 : bela e surpreendente



Piazza delle Erbe

Passando pelo Arco della Costa chega-se à Piazza delle Erbe ou Praça das Ervas, que é a praça mais antiga de Verona. Projetada encima do centro político e econômico romano, nela estão construções medievais e monumentos que relembram o passado glorioso de Verona.

Ponto central da cidade na época romana, no passado a praça era chamada Forum Romano. Ainda hoje podem-se ver a Cardus et Decumanus Maximi - a principal rua na época romana - cruzando uma esquina da praça.




Margeada por lindas construções históricas, com fachadas decoradas, a praça guarda um pedaço da história de Verona. Nos tempos medievais a praça se transformou numa grande feira, que se mantém até hoje.

Colorida por cheiros e sabores vindos da feira de frutas e verduras, mas também dos diversos restaurantes que colocam suas mesas na calçada, diariamente inúmeras barraquinhas também vendem souveniers para turistas.


Capitello ou Tribuna

Interessante é o "Capitello ou Tribuna" do século 13, um monumento onde eram lidos os anúncios e leis daquela época, mas também expostos os condenados e devedores. Ponto de encontro de moradores e turistas, entre a frenética agitação de moradores e turistas, no mercado da praça encontra-se de tudo um pouco.

Fonte Madonna Verona

O monumento mais antigo da praça é a fonte "Madonna Verona", uma estátua romana que foi instalada na praça no ano 1368 e restaurada ao longo dos anos tornou-se um símbolo da cidade. As esfinges no pedestal representam a história de Verona e a bacia ao pé da fonte provém de uma terma romana.

Destaca-se na praça o imponente e elegante Palazzo Maffei, cuja obra foi iniciada em 1629 por Marcantonio Maffei e só concluída em 1668. Chama atenção seus elementos decorativos na fachada, que representam os deuses gregos: Hércules, Júpiter, Vênus, Mercúrio, Apolo e Minerva.


Leão de San Marco

À frente do Palazzo Maffei está uma coluna de mármore, que tem no alto o Leão de San Marco. Símbolo da República de Veneza, a escultura chamada Leone Marciano, foi colocada na praça na época da dominação veneziana de 1524, lembrando das regras de Veneza.

A alta Torre del Gardello é uma edificação muito antiga, que foi restaurada na época em que Cansignorio della Scala estava no poder. Em 1421 a torre passou por uma nova repaginação, quando foi incluído o relógio para mostrar as horas para os cidadãos.


Case dei Mazzanti

O complexo que se estende até a extremidade do Corso Sant’Anastasia é conhecido como Case dei Mazzanti ou Palazzi Mazzanti. Tendo a fachada decorada com afrescos, na verdade trata-se da junção de várias casas, que foram construídas em diversos períodos junto ao antigo fórum romano.

Até o ano de 1200 as casas pertenciam à família Mazzanti, tendo sido adquiridas anos depois pela poderosa família Della Scala, que usava o espaço como "Domus Bladorum" ou celeiro. Esse prédio testemunhou acontecimentos muito importantes, sendo um deles foi o assassinato em 1277 de Mastino I della Scala, o fundador da Dinastia que governou Verona por mais de um século.




Depois que a família della Scala foi exilada, os imóveis foram passados para outros proprietários que fizeram reformas. Em 1500 era muito comum chamar pintores para decorar as fachadas com cores brilhantes e afrescos, que denotava um certo prestígio da família proprietária.

A imensa fachada foi completamente renovada com afrescos de alto valor ético e alegorias impressionantes que representam a inveja, ignorância e o bom governo. Nos séculos 15 e 16 em Verona havia mais de 300 fachadas pintadas. E eram tantas as pinturas, que a cidade ganhou o apelido de cidade pintada. Porém a maioria destas pinturas foram perdidas.

Domus Mercantorum ou Casa dei Mercanti

Na esquina da Piazza delle Erbe com Via Pellicciai está a Casa dei Mercanti ou Domus Mercatorum. Construída pela família Scaligeri em 1301, seu estilo medieval é típico de Verona. Tendo sofrido algumas alterações ao longo dos anos, em 1797 tornou-se a Câmara de Comércio e hoje hospeda a Banca Popolare di Verona.




Além de encantadora, Verona faz jus à fama de "Cidade dos Apaixonados"; exalta o amor e coleciona tragédias românticas, tanto reais quanto imaginárias. Bem próximo à Piazza delle Erbe, escondido em meio a um labirinto de ruas está o Pozzo dell'Amore, que está relacionado com uma romântica lenda desde a Idade Média.

Conta-se que um jovem chamado Conrado se apaixonou pela bela Isabela. Embora ele tenha tentado se aproximar de sua amada por diversas vezes, ela sempre o repelia. Certo dia, ao encontrar sua amada, Conrado cansado de seus repetidos fracassos disse que a jovem era fria feito a água daquele poço.


Pozzo dell'Amore

Para desafiá-lo, Isabella disse ao jovem para se jogar no poço, pois só assim poderia saber se a água era gelada como pensava. Com o ímpeto de sua juventude, Conrado se atirou no poço e morreu. Arrependida de suas palavras, Isabela também se precipitou no poço. Então a partir daquele dia, diz a lenda que, quem jogar uma moeda no poço, logo mudará seu destino e encontrará o amor...



Romeo e Giulietta


Saindo da Piazza delle Erbe e seguindo poucos passos pela Via Cappello, através de uma discreta entrada chega-se à Casa de Giulietta. Na entrada há milhares de bilhetinhos apaixonados, declarações de amor e corações entrelaçados. Embora pareça que já não há mais espaço, sempre há casais enamorados procurando um espaço para deixar mais uma mensagem de amor ou algum espaço para colocar um cadeado romântico, que simboliza união eterna.


Casa de Giulietta

Apesar da visão romântica, o casarão rústico do século 13 é apenas um cenário para turistas. Comprado pelo governo da cidade em 1905, foi reformado para dar vida ao romance Romeo e Giulietta. Cercado de romantismo, o casarão contém móveis e peças que retratam a época do famoso conto escrito pelo genial poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare.

Para dar mais autenticidade e estar mais próximo do cenário romântico, o casarão foi acrescido de um balcão, que retrata a famosa cena em que Romeo escala a varanda da casa de Giulietta. No pátio encontra-se uma estátua de bronze de Giulietta, onde dezenas de turistas se acotovelam para tirar uma foto. Diz a lenda que traz sorte no amor a quem tocar no seio direito dela.


Casa de Romeo

E como não podia deixar de ser, existe também a suposta Casa de Romeo. A construção em estilo medieval, localizada nas proximidades da Piazza della Signoria, é uma residência particular, não sendo possível a visitação pública. O casarão feito de tijolo vermelho e pedras brancas é protegido por um alto muro.




O percurso termina na suposta Tumba de Giulietta, que está na cripta do Monastério San Francesco al Corso. Na verdade, os restos mortais de Romeo e Giulietta nunca existiram no local, que foi criado apenas para dar mais veracidade à estória de Shakespeare.




Museu degli affreschi


No monastério também está o Museo degli affreschi, que é dedicado a Giovanni Battista Cavalcaselle. Durante a Segunda Guerra Mundial a cidade foi seriamente danificadas pelos bombardeios. Muitos palácios e igrejas tiveram de ser demolidos, porém muitos afrescos do século 10 a 16 foram preservados e colecionados no monastério.

Afrescos da caverna dos Santos Nazaro e Celso, um dos santuários mais antigos no território de Verona, foram recuperados e encontram-se no museu. Há também várias esculturas do século 19 e inúmeras pinturas de artistas que viveram entre os séculos 16/18.



Museu della Radio


Logo adiante está o Museo della Radio, uma interessante exposição que reúne centenas de rádios antigos. Os modelos expostos foram escolhidos entre as diversos modelos da coleção particular. Desde 2001 o museu exibe preciosos exemplos, inclusive modelos militares usados nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial.



Teatro Nuovo

Atrás da Casa de Giulietta está o Teatro Nuovo e o Teatro Scuola, que tem uma ampla programação. Com uma bela fachada suportada por colunas romanas e o interior deslumbrante, vale uma visita. Em algumas ocasiões, atores vestidos conforme os costumes da época recebem os turistas encenando a peça Romeo e Giulietta ao som de flautas. Há também um evento anual que apresenta várias peças baseadas nas obras de Shakespeare.



Porta dei Leoni

Nas proximidades da Casa de Giulietta está a Porta dei Leoni, que muitas vezes não é reconhecida pelos turistas por estar junto de outras construções. Erguida na época romana, na época tinha uma dupla entrada, porém hoje resta apenas vestígios de uma porta. Tendo servido de acesso para quem chegava pela antiga estrada Via Claudia Augusta, é chamada Porta Leoni devido aos leões de pedra que existiam nas imediações.




Pelas estreitas vielas de Verona encontram-se esplêndidos palácios, que parecem ter saído de um conto de fadas. E suas histórias são as mais inusitadas. É impossível enumerá-los, mas há aqueles que se destacam por serem diferentes.



Palazzo dei Turchi

Próximo da Arena tem destaque o Palazzo dei Turchi. Popularmente conhecido como Palazzo dei Puoti ou Palazzo das bonecas, esse palácio que pertenceu à família Turchi,  tem uma história interessante.

Na Idade Média uma rica família de mercadores mandou construir o palácio entre 1571/1579, cuja fachada foi decorada por diversos telamoni. Nessa época havia uma rivalidade entre a Frota Veneziana e a Frota Turca. Embora Pio Turco tenha construído uma memória perpétua da milagrosa vitória contra o terror Otomano, a população não entendeu assim.

Pouco tempo depois da conclusão das obras, as estátuas que decoravam a fachada do palácio foram decapitadas. As cabeças foram expostas na Piazza delle Erbe, no lugar onde geralmente eram mostradas as cabeças dos condenados à morte. Mesmo danificadas, posteriormente elas foram recolocadas na fachada do palácio.

Na mesma rua há outro palácio que tem na fachada uma máscara mostrando a língua de fora. As pessoas brincam dizendo que a decoração faz careta para os telamons do Palazzo dei Truchi. Porém, as aparências enganam. Na verdade o palácio com a máscara foi construído bem antes do Palazzo dei Turchi.




Palazzo dei Diamanti

O Palazzo dei Diamanti se destaca e tem esse nome devido à sua fachada revestida com pedras que se assemelham a diamantes. Chamado originalmente Palazzo Sansebastiani, esse palácio é bem parecido com um palácio que existe em Ferrara, o que não é simples coincidência. Localizado perto da Piazza Bra, o palácio foi construído entre 1493/1503, cuja obra foi ordenada pelo Duque Ercole I d'Este de Ferrara.

Mesmo tendo sido conhecido como Palazzo Sansebastiani, na realidade o palácio nunca pertenceu àquela família. O equívoco nasceu a partir de uma inscrição colocada no interior do edifício, que citava "Helena Sansebastiana hanc domus". Na verdade a Sansebastiana em questão era a esposa de Camillo Cappella, a quem o palácio pertencia. Depois de complicadas sucessões hereditárias, na década de 1900 o palácio foi adquirido pelo Banco Católico de Verona.

Durante os bombardeios aéreos no curso da Segunda Guerra Mundial o palácio sofreu vários danos, tendo sido devolvido às suas linhas originais em 1950. Também dignos de destaque são os belos palácios da Via Leoncini e os palácios medievais ao final do Stradone San Fermo. Alguns ainda mantém elementos decorativos em alto relevo ou o brasão da família que ali residiu...

Verona 3: bela e surpreendente


Igreja San Fermo

Localizada numa grande praça marcada pelo monumento dedicado ao rei Umberto I, a Igreja de San Fermo é uma das igrejas mais interessantes de Verona. Na verdade trata-se de duas igrejas anexas. De um lado a construção tem um estilo românico do século 10 e do outro lado tem um estilo gótico do Século 14.

A igreja mais antiga foi erguida entre 1065/1143 sobre uma antiga igreja do século 5 dedicada aos Santos Fermo e Rustico, que foram martirizados nesse local. A outra igreja foi erguida no século 14 pelos frades franciscanos, que enriqueceram a igreja com belos afrescos e muitas obras de arte.

Nessa igreja encontra-se o mausoléu do famoso arquiteto Michele Sanmicheli, que realizou vários projetos em Verona, assim como do rico comerciante Nicolò Brenzoni, cujo mausoléu possui uma magnífico trabalho artístico. Os afrescos da igreja foram feitos por uma equipe de artistas, entre os quais esteve o artista Alessandro Turchi. Chamado também Orbetto, ninguém fez tantos trabalhos em Verona quanto ele.



Ponte delle Navi

Próximo da igreja está a Ponte delle Navi sobre o rio Ádige, que permite o acesso ao outro lado do rio. Construída em 1373 e reconstruída em 1946, quando os nazistas saíram da cidade após o fim da Segunda Guerra Mundial, eles explodiram várias construções e as belas e antigas pontes sobre o rio Adige.

Muito do que se vê hoje são reconstruções pós-guerra. Excetuando a Ponte Scaligero e a Ponte Pietra, que foram reconstruídas de acordo com o projeto inicial, as demais perderam suas características originais. Uma delas é a Ponte Garibaldi, que foi construída em 1864 com muitas esculturas, mas que se perderam com as explosões.



Museu de História Natural

Atravessando a Ponte delle Navi chega-se à Università di Verona e também ao Museu de História natural, que funciona no Palazzo Pompei. Esse interessante palácio foi construído entre 1535/1540 para uma nobre família veronese, tendo sido adquirido em 1579 pela família Pompei. Com a extinção da família, a partir de 1833 o palácio passou a pertencer à cidade.

O palácio foi restaurado e depois fundido com outras construções adjacentes para criar o museu. A fachada elegante, projetada por seu proprietário anterior, foi preservada e mantida em seu formato original. Em seu interior está uma valiosa coleção de fósseis de Bolca. Durante a visita ao museu é possível admirar também a grande sala de conferências.


Cemitério Monumental de Verona

Nessas imediações encontra-se também a Porta Vittoria. A porta original foi erguida sob o governo de Alberto I della Scala entre 1287/1289 e era chamada de Porta Pellegrina ou Porta del Campomarzio.

Depois da vitória obtida por Cangrande II della Scala em 1354, passou a ser chamada Porta Vittoria. Tal vitória também foi celebrada com a construção da Igreja Santa Maria della Vittoria. Essa porta ficou fechada desde 1411, tendo sido reaberta em 1819 para servir de acesso ao novo Cemitério Monumental de Verona.




Giardino Giusti

Deste lado do rio está o famoso Giardino Giusti, um lugar muito agradável para quem aprecia a natureza. O palácio foi construído no século 16 e seu jardim é considerado um dos melhores exemplos de um jardim italiano. Tendo a mesma estrutura de 1570, deixada por Agostino Giusti, Cavaleiro da Républica Veneziana que servia ao Duque da Toscana, o local foi visitado por ilustres visitantes.




A entrada com um caminho ladeado de ciprestes dá uma atmosfera imponente ao local. Os jardins italianos foram plantados em 1580, mas o layout atual data do início do século 20. Com muitas esculturas, fontes e estátuas mitológicas e diversos tipos de árvores, tornam esse recanto perfeito para uma pausa durante a visita à cidade.





Seguindo a estrada, quem olha para o alto se depara com uma grande máscara. Na verdade trata-se do balaustre de um mirante, de onde se tem uma bela vista de Verona.Para chegar lá, basta seguir pelo jardim e subir uma minitorre. Um detalhe curioso é que esse mascherone foi criado para lançar línguas de fogo pela sua boca.



Igreja dei Santi Nazaro e Celso

Seguindo as antigas muralhas medievais do bairro Veronetta e ao longo dos Giardini Giusti, pode-se descobrir incríveis caminhos de Verona. Segundo estudiosos, a colina ao norte da curva do rio Adige é provavelmente onde surgiram os primeiros assentamentos de Verona. Vestígios de um povoado que foram encontrados na colina remontam à Idade do Ferro.

Essa é uma área onde existem pequenas igrejas muito antigas, que valem uma visita. Uma delas é a Igreja dos santos Nazaro e Celso, que remonta ao século 16. Nesse local foram construídos muitos edifícios religiosos desde o século 9, como evidenciam os afrescos encontrados na caverna de San Nazaro.



Porta Vescovo

Bem perto dessa igreja encontra-se uma antiga entrada para a cidade; a Porta Vescovo que ainda está intacta. Tendo sido no passado a única entrada nessa parte da cidade,  seu nome teve origem a um bispo de Verona que tinha direitos sobre essa passagem. Construída em 1687, na época veneziana essa porta foi ampliada e acrescida da fachada com pedras. É uma das poucas construções de Verona em estilo barroco. 



Igreja San Tommaso / Santa maria in Organo

Seguindo a avenida que margeia o rio, chega-se a uma ampla praça onde está a Igreja de San Tomaso, que ainda mantém o famoso órgão usado por Mozart quando era jovem. Por aqui também encontra-se a Igreja de Santa Maria in Organo, cujas origens são entre os séculos 6/8. A atmosfera da cripta simples com suas colunas romanas nos fazem retornar diretamente para a Idade Média.



Igreja San Giovanni in Valle/Museu Africano

Outra é antiga Igreja de San Giovanni in Valle, que contém um belo afresco na fachada. A poucos metros está o Museu Africano, que mantém uma rica exposição de artefatos e documentos que tratam da realidade cultural onde vivem os padres Comboniani.

Bem perto da igreja existe um Hostel, muito usado por jovens que visitam Verona. O Villa Francescatti é rodeado por um belo parque. No passado essa parte da cidade foi chamada por Napoleão de "Veronette" ou "Verona sem importância". A intenção era atacar aqueles que lhe faziam oposição, porém essa "Verona sem importância" esconde muitos tesouros.




Teatro Romano

Um dos tesouros dessa região é o Teatro Romano, que foi uma das primeiras construções realizadas pelos romanos no século 1 a.C. Construído aos pés da colina junto à margem do rio Ádige, historiadores concluiram que talvez esse seja o local do primeiro assentamento dos romanos em Verona.

Sendo grandes admiradores da cultura grega, os romanos aproveitaram o declive natural do terreno para erguer o teatro com capacidade para acomodar 10.000 espectadores, tendo o panorama da cidade como pano de fundo.

Uma experiência inesquecível é sentar-se na escadaria do teatro é apreciar uma bela vista do Rio Ádige e da cidade. Ainda hoje, depois de mais de 2.000 anos, o cenário visto do teatro é encantador. Após uma série de restaurações, nesse teatro é realizado o Festival de Jazz de Verona e do Festival Shakespeare no verão.



Museu Arqueológico

A igreja de San Siro e Libera não foi demolida e ainda faz parte do teatro, bem como o mosteiro que se tornou em Museu Arqueológico de Verona. Nele estão preservados vestígios romanos encontrados durante as escavações, tanto no teatro e no resto da área de Verona. Antigos vasos, mosaicos, esculturas, objetos de vidro, antigas ferramentas, inscrições sagradas e sepulcrais, peças de aqueduto romano e outros elementos formaram as preciosas decorações do teatro.

Há exposições de esculturas do século 1, cerâmicas do período grego e romano e vários bronzes etruscos, itálico, grega e romana. No claustro estão inscrições funerárias romanas dos séculos 1/3. Evidências indicam que ali havia um antigo templo. Sabe-se que, depois da queda do Império, foi construída uma fortificação.



Castello San Pietro

Estrategicamente situado sobre a colina está o Castel San Pietro, cujo acesso pode ser feito através de uma longa escadaria que começa ao lado da entrada do teatro romano, podendo também ser usado o funicular, que leva os visitantes até o castelo.

Construído no final do século 14, nesse castelo estiveram os governantes de Verona. Quando Napoleão Bonaparte invadiu a cidade com suas tropas em 1801, explosões destruiram a fortaleza. Por muitos anos as ruínas ficaram abandonadas, até que em 1852 foi erguido o quartel que ainda podemos admirar.

Assentado sobre um solo nivelado e com vista para a cidade, o Castel San Pietro se integra com o meio ambiente. O interior foi concebido para acomodar cerca de 500 soldados, além de acomodações elegantes para os oficiais. O subterrâneo era usado para oficinas e armazenamento.

Os cidadãos de Verona queriam esconder os sinais do Império Habsburgo e plantaram árvores ciprestes ao redor do castelo. Recentemente adquirido por uma fundação bancária, o quartel está sendo reformado para ser usado como um local de museu e exposições. Por isso encontra-se fechado para visitação.



Igreja de San Pietro Martire

Verona está rodeada por colinas verdes, que são conhecidas como Torricelle. As mais próximas do centro histórico são o Torricelle de San Pietro e de San Felice, das quais pode-se desfrutar de extraordinárias vistas da cidade. Porém o nome da colina não está vinculado a San Pietro Apostolo como se poderia pensar, mas a San Pietro Martire, co-padroeiro de Verona junto com San Zeno. Nascido nesse bairro ao longo do Adige, em sua homenagem foi construída uma pequena igreja à margens do rio. 



Igreja de Santo Stefano

Também às margens do rio encontra-se a Igreja de Santo Stefano, que originalmente surgiu sobre um templo romano dedicado a Isis. Construída no século 5, segundo achados arqueológicos é provável que tenha sido a Catedral de Verona até o século 8. Danificada pelo terremoto de 1117, essa igreja foi completamente restaurada durante o século 12.



Ponte Pietra

Bem próximo à igreja está a Ponte Pietra, provavelmente erguida no ano 148 a.C., que até 1945 era a única ponte da época romana. Porém ao final da Segunda Guerra Mundial, ao se retirar da cidade os alemães explodiram todas as pontes. A recuperação foi iniciada em 1959, tendo sido restituída sua forma original. 




Igreja San Giorgio in Braida

Mais adiante encontra-se a Igreja de San Giorgio in Braida, que foi construída ao final do século 15 na curva do rio. Sua torre e a cúpula foram projetadas pelo célebre arquiteto Michele Sanmicheli, tendo na fachada as imagens de San Giorgio e San Lorenzo.  Essa igreja solitária, que é um ponto de referência em Verona, exibe suas formas imponentes numa das áreas mais belas de Verona.

Dentro da igreja existe uma verdadeira galeria de arte, com inúmeras obras. Entre elas está "Martírio de San Giorgio", muitas vezes esquecida entre as poucas obras deixadas por Paolo Veronese em sua cidade natal. Há também uma grande obra de Tintoretto e uma bela Madonna feita por Girolamo dai Libri. 



Porta San Giorgio

Junto a essa igreja está uma das antigas entradas para Verona. A Porta San Giorgio foi o primeiro acesso à cidade na margem esquerda do rio Ádige. Situada ao norte da cidade, seu nome teve origem na proximidade com a Igreja de San Giorgio. Considerada como um dos monumentos mais elegantes de Verona, sua estrutura consta de um belo arco triunfal. Antigamente sobre o rio existia uma grande ponte levadiça de madeira, que só era baixada quando chegava algum nobre.



Santuário Nossa Senhora de Lourdes

É nesse ponto que tem início o caminho que leva ao Santuário Nossa Senhora de Lourdes, que se destaca no alto da colina. Anteriormente o santuário situava-se na Piazza Cittadella bem no centro da cidade. Porém durante a Segunda Guerra Mundial o santuário foi totalmente destruído. A única peça que restou foi a bela imagem da santa.



Após a guerra foi iniciada a nova construção sobre uma fortaleza existente na colina. E assim, o lugar que antes era associado a memórias tristes tornou-se um templo de paz e oração. Consagrado em 1964, o novo santuário tem em seu interior preciosas pinturas e uma vista panorâmica deslumbrante.



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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.