24 fevereiro 2012

Tuenno, a aldeia do lago encantado




O pequeno vilarejo de Tuenno na região de Trentino Alto Adige é um dos mais antigos do Valle di Non. De origem pré-histórica, o vilarejo foi uma propriedade episcopal e disputado por nobres na Idade Média.

Com o
crescimento da fruticultura, atualmente Tuenno experimenta uma modernização com belos prédios de apartamentos que contrastam com as antigas casas rústicas e fornos de pão.





Os grandes atrativos turísticos de Tuenno são naturais, tais como os pomares de maçãs cultivadas com as águas puras do vale que tornaram as maçãs Melinda reconhecidas DOC - Denomização de Origem Controlada. Isso se tornou possível graças ao empenho dos agricultores que durante décadas seguem etapas de produção até a colheita.

Aproximadamente entre abril e maio o vale se transforma em um enorme jardim perfumado de flores com delicadas pétalas
brancas que adornam as macieras. Depois de passar dias inteiros aquecidos pelos raios quentes do sol de verão, entre meados de setembro e outubro as maçãs amadurecem estando prontas para a colheita. Daí a paisagem dos pomares se transforma com o perfume e o gosto das frutas tenras e especiais.





Com muitas áreas verdes, o Parque Natural Adamello Brenta é a maior área protegida em Trentino, com mais de 620 km quadrados. A riqueza natural única desta área protegida inclui numa parte as dolomitas Brenta com suas torres e castelos de pedras, torres e muralhas que falam de mares desaparecidos a milhões de anos antes de se tornar uma rocha.

Em outra parte estão as imponentes montanhas do Adamello-Presanella, um extenso mosaico de florestas de
cipreste e faia, prados floridos, pastagens e falésias inacessíveis. As montanhas guardam uma vida selvagem extraordinária com veados camurça, muflão, cervos e águias além de raposas, texugos, martas, doninhas, marmotas, perdizes e muitos outros animais grandes e pequenos.



Uma atração do parque é o urso pardo, um espécie da vida selvagem que é protegido, sendo os últimos remanescentes dos Alpes. Para evitar a extinção do último grupo de ursos nos Alpes, foi lançado um projeto para a reintrodução dos ursos no parque onde a caça é controlada.

O urso é um símbolo do Vale do Tovel, sendo um habitat adequado para a sobrevivência da espécie. Animal misterioso e
fascinante, durante séculos os ursos foram perseguidos por todos os meios e nos Alpes tinha chegado à beira da extinção. Agora voltarão a andar pelas antigas veredas onde sempre viveram.







Cercado por rochas e um cenário alpino, surge o Lago Tovel que mais parece uma imagem de sonho. Embora o lago tenha apenas 1 km de comprimento, a trilha entorno do lago leva à descoberta de incríveis paisagens. Durante o verão, o trajeto de acesso ao lago é feito através de ônibus, porém durante o inverno a estrada de acesso ao lago permanece fechada ao tráfego.





Até 1964 o Lago Tovel era conhecido como Lago Vermelho porque, em determinadas épocas do ano, as águas de suas margens se tingiam de vermelho tornando-o um dos lagos mais famosos do mundo. O estranho fenômeno deu origem a diversas lendas.

Dizia a lenda que depois da morte de um rei, o povo receava que sua única filha Tresenga se casasse
com um tirano. Por isso a bela jovem renunciou ao casamento para salvar seu reino. Mas a beleza e a riqueza da jovem atraia muitos pretendentes que tentavam conquistar seu coração; um desses pretendentes era Lavínio que foi rejeitado.

Inconformado, ele resolveu marchar sobre a cidade onde travou uma grande
batalha às margens do Lago Tovel matando a princesa e seus súditos. A partir daquele dia, durante uma época do ano, o lago magicamente se coloria de vermelho enquanto a alma de Tresenga suspirava triste à beira do lago.





Apesar do extraordinário espectáculo que criava um ambiente belo e romântico, pesquisadores e cientistas descobriram que o fenômeno ocorria devido à proliferação anormal de uma alga conhecida como Tovellia Sangue, que tornava a superfície do lago totalmente vermelha nos meses mais quentes.

Esse fenômeno ocorria devido à carga orgânica derivada do pastoreio perto do lago. Com a mudança do pastoreio para outras áreas, as algas se reduziram gradualmente deixando as águas novamente em tons de azul e verde esmeralda, mas ainda causa suspiros naqueles que contemplam o lago encantado...

23 fevereiro 2012

Cremona, capital mundial do violino


Considerada uma das cidades mais dinâmicas do norte da Itália, Cremona situada na região da Lombardia é conhecida como a "Capital Mundial do Violino". Os violinos feitos por Niccolò Amati, Antonio Stradivari ou Stradivarius e Guarneri Gesù perpetuaram a tradição musical por meio de concertos e através das atividades do Instituto Internacional de fabricantes profissionais de violinos e a Fundação Antonio Stradivari.







Stradivarius é uma das mais famosas marcas de instrumentos de corda do mundo. Seu construtor, o luthier Antonio
Stradivari que viveu em Cremona entre 1644 a 1727, produziu vários violinos e violoncelos. Ele foi um gênio que mostrou seu talento com apenas 22 anos de idade.

Artesão apaixonado e habilidoso, Stradivarius concebida violinos e outros
instrumentos impecáveis estabelecendo um padrão incomparável, o que lhe rendeu fama e destaque durante sua vida e mesmo depois de sua morte. Diante dos bonitos jardins na Piazza Roma, ele morava e trabalhava. Segundo historiadores, ele mantinha cada violino em seu quarto antes do envernizamento acreditando que existia uma conexão espiritual com aquele instrumento. Foi assim que ele deu alma a cada violino que criava.

Mais de 1.000 violinos foram criados, mas apenas 650
ainda existem. O mais famoso é chamado de "O Messias" de 1716 e se encontra no Museum de Oxford. Esse violino praticamente nunca foi tocado, isso devido à pouca alteração de seu verniz em comparação com outros instrumentos da mesma época.

Seus violinos continuam a ser o padrão de escolha de músicos de todo mundo e as técnicas de fabricação dos famosos
violinos de Stradivarius ainda são desconhecidas sendo provavelmente os mais valiosos do mundo. A melhor escola de luthier ou fabricante de violinos está em Cremona. Em suas ruas e vielas há muitas oficinas onde os violinos são fabricados de forma artesanal com a mesma qualidade através dos séculos.





Situada às margens do Rio Pó, acredita-se que os etruscos ou celtas se instalaram nas terras férteis da Lombardia há mais de 3.000 anos. Tendo sido uma colônia romana, Cremona tornou-se uma das maiores cidades do norte da Itália devido à Via Postumia, a estrada principal que ligava Genova a Aquileia. Tendo florescido durante a Idade Média, participou de diversas lutas e guerras. Foi no passado desmembrada, reunificada e controlada pelo clero.
No coração da cidade velha a Piazza del Comune ou Praça do Povo reúne o Batistério, a Catedral, a Torre do sino e a Prefeitura em diferentes estilos e cores. A praça é conhecida pelo contínuo movimento de pessoas que preenche de vida e alegria os espaços, principalmente os degraus da Prefeitura nas tardes quentes de verão.

A Catedral de Cremona é dedicada a Santa Maria Assunta, um vasto templo decorado com esculturas e pinturas que teve
sua construção iniciada no século 12, talvez o período de maior prestígio da cidade. O local escolhido para a construção foi o ponto mais alto da cidade medieval que ficava a salvo da inundações do Rio Pó, que antes passava mais próximo da cidade. Durante os séculos a igreja foi passando por diversas remodelações que lhe deu o aspecto atual, além da loggia e dos leões em mármore que suportam os pilares.




A Torre do sino com 130 metros de altura ou Torrazzo é a torre mais alta da Itália feita somente de tijolos. Também é o símbolo de Cremona e para se chegar ao topo é preciso muito fôlego para alcançar mais de 500 degraus e depois descer os mesmos degraus numa estreita escada em espiral, onde há até um semáforo para controlar o trânsito de pessoas subindo e descendo. Mas a vista panorâmica do alto é surpreendentemente extraordinária.

Segundo a tradição popular, foi a primeira construção alta no ano de 754 que foi sendo acrescentada de andares até ser
concluída em 1309. No quarto andar está um dos maiores relógios astronômicos do mundo. Criado em 1583 por Francesco e seu filho Giovan Divizioli, o relógio representa o céu com as constelações do zodíaco por meio do qual se vê o movimento do Sol e da Lua.
Mais do que decorativo, o relógio que ainda continua funcionando e serve desde tempos antigos para marcar a hora do dia, os meses do ano e as fases dos corpos celestes etc. A cada 18 anos e 3 meses, quando o quarto ponteiro completa o círculo e coincide com os ponteiros do sol e da lua, significa que um eclipse está em andamento.


Terra de muitos sabores e gostos marcantes, a culinária cremonese tem muitos ingredientes e muita originalidade com
seus risotos, raviolis, carnes, queijos, amêndoas e a famosa Mostarda de Cremona que serve de acompanhamento para carnes e queijos.

A origem da palavra Mostarda vem do latim, Mustum Ardens ou Mosto ardente. A clássica
Mostarda di Cremona era feita com mosto de uva; hoje é acrescida com frutas variadas preservadas em xarope cujo sabor é ressaltado com óleo ou pó de mostarda.




Dizem
que o delicioso torrone clássico teria sido inventado em Cremona. Da torre di Cremona teria originado o nome dado ao doce típico da Lombardia. Também conhecido por Nougat, é uma mistura de clara de ovo, mel e açúcar, recheado com amêndoas, nozes e amendoins ou avelãs, com cobertura.

Segundo a tradição, o primeiro torrone de Cremona foi servido em 1441 durante um banquete, porém alguns alegam que
o torrone já era apreciado no tempo dos romanos. Importantes inovações foram sendo agregadas ao torrone que hoje é produzido em toda Itália. Em novembro, a bela cidade é totalmente preenchida pelo tradicional doce durante o Festival Anual de Torrone em Cremona.

Gorizia, uma ponte entre culturas

 



Ao sopé dos Alpes, na fronteira entre a Itália e a Eslovênia, situa-se Gorizia numa planície com vista para os Morros Collio conhecidos pelo seu excelente vinho. Protegida dos ventos frios que afetam a maioria das cidades vizinhas, Gorizia mantém um clima mediterrânico ao longo do ano. Popular resort da região do Friuli, a cidade engloba uma ampla variedade de paisagens, assim como vestígios históricos e artísticos que mostram influências alemãs, eslavas e latinas. 



  
 
 


O nome da cidade vem do esloveno Gorica, que significa pequena colina. Originada a partir da torre vigia de um castelo para controlar o rio Isonzo, Gorizia era uma pequena vila perto da Via Gemina, a antiga estrada romana que ligava Aquileia e Emona. Apesar de muitos monumentos terem sido destruídos durante as guerras, há inúmeros palácios, igrejas e belas praças.

A Piazza della Vittoria, conhecida pelos Eslovenos como Travnik que significa Prado, é o centro tradicional da cidade onde se realizam a maioria dos eventos. Na praça, a igreja de San Inazio de Loyola é a mais importante de Gorizia, construída pelos jesuítas entre 1680-1725 e restaurada muitas vezes, além da Fonte de Netuno e diversos palácios.




 
 


O Castelo de Gorizia do século 11 é o coração antigo da cidade. Situado na colina, proporciona uma bela vista sobre Gorizia, seus arredores e parte da Eslovênia. Perto do castelo há importantes museus, como o Museu de Moda e Artes Aplicadas, a galeria de imagens e a coleção arqueológica.

Cidade medieval que remonta ao século 10, Gorizia foi no passado uma das cidades mais ricas do Império Austro-Húngaro. Com muitos parques e áreas verdes, as colinas a oeste de Gorizia foram cenário de intensos combates entre o exército italiano e o Austro-Húngaro.







 

Monumento em Oslavia: A própria cidade foi seriamente danificada e a maioria dos seus habitantes fugiram em 1916, ficando a cidade sob controle do Império Austro-Húngaro. Em 1918 a cidade foi ocupada pelas tropas italianas tornando-se oficialmente parte da Itália em 1920.

Perto da cidade, em Oslavia, está o santuário dedicado aos mais de 57.000 mortos na 1a. Guerra Mundial. Construído em 1938, no imponente monumento cilíndrico estão os restos mortais de soldados italianos sendo a maioria de pessoas desconhecidas. Todas as noites o sino toca em honra dos mortos e em 8 de agosto de cada ano há uma cerimônia em memória destes soldados.











Durante o regime fascista na Itália todas as organizações eslovenas foram dissolvidas e proibido o uso público da língua eslovena. Muitos eslovenos emigraram para outros locais, principalmente para a América do Sul, mas os que permaneceram estiveram sob o domínio dos alemães nazistas durante a 2a. Guerra Mundial.

Após a ocupação nazista em setembro de 1943, a maioria dos judeus que moravam em Gorizia tentaram refugiar-se em outras cidades. Durante o holocausto, muitos judeus de Gorizia foram capturados e enviados para os campos de concentração em Auschwitz.


Após a guerra, a cidade foi dividida: uma parte da cidade ficou incorporada à Itália e outra parte de vários bairros periféricos com seus monumentos foram entregues à antiga República Socialista da Iugoslávia. Importantes marcos da cidade como o Mosteiro Kostanjevica, o Castelo Kromberk, a Sveta Gora - local de peregrinação, o antigo cemitério judeu e a estação ferroviária do norte foram mantidos no outro lado da fronteira.



Estação transalpina





Do lado da Eslovênia, a outra parte é chamada de Nova Gorica. Apesar de ser uma cidade fronteiriça, Gorizia não foi atravessada pela fronteira. Essa imagem decorre principalmente da presença em território esloveno de edifícios antigos, uma vez que pertenciam a Gorizia que inclui a antiga estação ferroviária da linha que ligava a cidade de Gorizia ao Império Austro-Húngaro na capital Viena.

Embora a situação em Gorizia tenha sido muitas vezes comparada com a de Berlim durante a Guerra Fria, a Itália e a Iugoslávia sempre tiveram boas relações. Os eventos culturais e desportivos favoreceram o espírito de convivência harmoniosa que permaneceu até a dissolução da Iugoslávia. Até 2007 a praça era dividida por uma fronteira internacional entre Itália e Eslovênia. A livre circulação foi aprovada a 100 metros de distância da praça.

Em frente ao edifício da estação há uma grande praça decorada com um mosaico que é uma representação metafórica e poética da explosão pacífica do marco que, até pouco tempo atrás, marcou a fronteira entre Gorizia e Nova Gorica; agora simboliza a integração europeia. Dentro do edifício da estação ferroviária funciona o Museu de Fronteiras, uma exposição sobre a história de Gorizia no período de 1945-2004. 



 



Vinícolas: Gorizia é um destino turístico para os amantes do vinho. O ponto de referência são empresas locais que oferecem passeios e roteiros turísticos dedicados à descoberta dos tesouros das vinícolas, da cultura do vinho em adegas com salas de degustação, pequenas tabernas e fazendas.

A cidade está  inserida entre duas áreas de produção de vinhos DOC das mais prestigiadas na Itália: o Collio e Isonzo que são reconhecidas internacionalmente pela qualidade de seus vinhos brancos de excelência, graças à fertilidade do solo especial das encostas.








Gusti di Frontiera: Gorizia é também uma terra de incríveis sabores. Na última semana de setembro, a cidade se transforma em uma ponte entre cntre culturas convidando todas as tradições culinárias da Europa e das 20 regiões italianas em toda a sua supreendente variedade.

Durante três dias diversos países como França, Eslovênia, Alemanha, Áustria, Croácia, Sérvia, Montenegro, Albânia e regiões da Itália apresentam o melhor da gastronomia e do vinho durante o Festival "Gusti di Frontiera".




 

10 fevereiro 2012

Spiazzi, a aldeia da capela incrustada na rocha





No Valle dell'Orsa, a pequena aldeia de Spiazzi é um dos locais mais pitorescos da região do Veneto ao norte da Itália. Próxima ao Monte Baldo, que já foi área de pastagens de montanha, hoje é chamado de Jardim da Itália devido à grande quantidade e variedade de flores de inigualável e rara beleza.









É nesse cenário que se inicia a peregrinação ao Santuário della Madonna di Coronna, uma pequena capela incrustrada na montanha dedicada a Nossa Senhora das Dores. A originalidade dessa Ermida e da Capela é o fato de estar em um lugar tão inacessível sobre os penhascos da rocha.

Segundo a lenda, a imagem da Pietà desapareceu em Rhodes quando os turcos chegaram em 1522 e milagrosamente reapareceu em Spiazzi envolta em uma luz brilhante que chamou atenção do povo da montanhas. Eles foram ao local e usando cordas puxaram a estátua até o topo da rocha para colocá-la em uma capela de madeira.

Na noite seguinte, a imagem retornou milagrosamente ao local de sua primeira aparição. Os povos de montanha entenderam que era a vontade de Nossa Senhora permanecer nos penhascos, por isso iniciaram a construção da Capela na face da rocha.







No entanto, uma inscrição no pedestal da imagem mostra que foi feita por Ludovico Castelbarco, dono de um feudo, para dar a um grupo de eremitas que viviam perto do local. Desde o século 11 há comprovação da presença de eremitas no platô rochoso da coroa, tendo esse nome pela forma das rochas que cercam o santuário. Na época existia apenas um afresco na parede do altar e no século 16 os eremitas receberam a doação da imagem.

Durante séculos a única alternativa de acesso para as pessoas e suprimentos era através de caminhos ingremes e cordas com um guincho para se descer pelo penhasco. E foi dessa forma que os construtores da capela conseguiram construí-la naquele ponto. O santuário original era muito modesto localizado um pouco abaixo do atual .





Após a visita do bispo de Verona em 1530, várias obras foram sendo realizadas para aumentar o espaço com o intuito de acomodar o crescente número de peregrinos. A pequena capela e a ermida estão ligados à Commenda dos Cavaleiros de Jerusalém também chamados de Cavaleiros de Malta.

Não é difícil imaginar as dificuldades para as obras que levaram um prolongado tempo. Todos os materiais foram retirados do topo do penhasco. A obra foi concluída em 1680 e o altar de Nossa Senhora foi substituído por mármore em 1928. A configuração atual só foi concluída em 1988 para receber a visita do Papa João Paulo II.








A veneração a Nossa Senhora é muito antiga. No passado os peregrinos atravessavam uma ponte e percorriam ao longo da escadaria de 1500 degraus enquanto interrompiam a caminhada para as orações nos 7 pontos das Dores de Maria. Esse percurso deixou de ser utilizado após a construção do túnel em 1922.

Hoje o caminho da peregrinação é feito através de um pequeno ônibus que percorre as 15 estações da Via Crucis representadas em bronze e vai até as proximidades da reconstrução do sepulcro de Jesus. É vedado o uso de carros particulares e desse ponto segue-se uma caminhada.




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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.