10 setembro 2011

Campodimele, a cidade da longevidade



Campodimele, situada no coração do Parque Natural do Monte Auruni no Lázio a 70 km de Roma, ficou muito famosa pela longevidade de seus habitantes. O nome da cidade vem do latim "campus mellis" - campo de mel - devido à grande produção de mel no passado. De seus 800 habitantes, 25% tem mais de 80 anos e alguns tem mais de 100 anos. O segredo da longevidade desse povo foi atribuida ao baixo nível de colesterol e baixa pressão arterial.

Pesquisas feitas durante 10 anos na pitoresca aldeia medieval atribuiram a longevidade à alimentação natural colhida na horta, sem agrotóxicos, particularmente a um legume chamado scalogno, metade alho e cebola e ao azeite de boa qualidade, mas principalmente devido ao ar sem poluição e à vida sem stress.

Scalogno

Em Campodimele os idosos não se aposentam cedo, preferindo manterem-se ocupados e ativos o maior tempo possível. Também não são deixados para envelhecer sozinho. Eles são bem cuidados e apoiados pelos seus familiares e outras pessoas na comunidade que é muito unida. Pela manhã já estão a cuidar de sua horta.


Os moradores dessa área são, na verdade, pessoas resistentes que têm uma forte ligação com a terra. Os idosos que trabalham incansavelmente ao longo dos anos, podem ser vistos à tardinha a descansar sob a sombra de uma árvore ou em uma cadeira à frente da casa para ver o tempo que passa devagar em Campodimele.

Localizada no alto de uma colina, a cidade é cercada por antigas muralhas e grandes portas que protegiam a cidade das invasões e de saqueadores sarracenos. O ritmo lento da cidade e a estrada que serpenteia a montanha faz com que as pessoas andem bem devagar, apreciando o rio que desce pelas montanhas. Assim a vida se torna longa, calma e tranquila, porque não há pressa de ir ou de chegar...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.