17 fevereiro 2011

Região de Marche



Marche é uma região central montanhosa cortada pelos Apeninos, com montes elevados, sendo maior o Monte Sibillini, com quase 2500m de altura. Dizem que parte dos Apeninos é chamada de Sibillini devido a uma antiga lenda local que contava sobre as antigas videntes do Império Romano. As Sibilas se refugiaram ali para fugir da perseguição monoteísta que enxergava o paganismo como heresia.

É típico da região de Marche suas inúmeras e pequenas vilas medievais, além de pitorescos castelos, igrejas, fortalezas e
teatros, que testemunharam um passado rico de história e cultura. Durante o inverno, o parque dos Monti Sibillini torna-se cheio de neve até a primavera.






Antes da década de 1970 poucos viajantes visitavam a pequena cidade de Genga, nas ladeiras leste dos Apeninos. Os que
iam por ali, estavam somente a contemplar o antigo castelo de 900 anos ou admirar a igreja paroquial. Mas em 1971, a tranquila cidade ficou famosa internacionalmente depois da descoberta de um labirinto de grutas em Gola Di Frasassi ou Garganta de Frasassi.





A garganta tem quase 100 km entre as paredes de rocha, esculpida pelas turbulentas águas do Rio Sentino, um afluente
do Rio Esino. A parede de pedras calcaria da garganta estão marcadas por numerosas aberturas de covas e numa dessas covas aparece o Santuário da Gruta, uma igreja octogonal erigida pelo Papa Leão XII em 1828, e uma capela do século 11 de Santa Maria do Frasassi.

Os exploradores que descobriram as Covas de Frasassi e constataram que um sistema cavernas se estendia durante 13 km por debaixo das Cordilheiras dos Apeninos. Um jornalista da época chamou-o "O maior acontecimento em espeologia deste século". Na úmida atmosfera do complexo de covas, encantam os estalagmites e estalactites, um mundo fantástico de gigantescos pilares florescentes e cristalinos; uma delicada cortina de rocha e imensas abóbadas de frágeis agulhas mas afiadas como lamina de barbear.

O mais amplo sistema de covas do complexo das Covas de Frasassi é a Grotta Grande
do Vento. O acesso público a esse maravilhoso mundo subterrâneo conduz ao longo de uma lisa passarela que corre durante 1,6 km pelo interior das colinas de pedra calcaria. Um curto túnel atravessando a rocha facilita a entrada, e abre-se a uma câmara do tamanho de uma catedral.




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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.